Jean-Claude Bernardet
Nascido na Bélgica, de família francesa, Jean-Claude passou a infância em Paris, e veio para o Brasil com sua família aos 13 anos, naturalizando-se brasileiro em 1964. É diplomado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e doutor em Artes pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP.
Interessou-se por cinema a partir do cineclubismo, e começou a escrever críticas no jornal O Estado de São Paulo a convite de Paulo Emílio Salles Gomes. Tornou-se grande interlocutor do grupo de cineastas do Cinema novo, e especialmente de Glauber Rocha, que rompeu com ele a partir da publicação de Brasil em Tempo de Cinema (1967).
Foi professor de roteiro no curso de cinema da Escola de Comunicações e Artes da USP. Um dos principais críticos de cinema do país, é autor de vários livros sobre cinema e de três romances. Foi coautor do roteiro de O caso dos irmãos Naves, com Luis Sergio Person, e Um céu de estrelas, com Roberto Moreira; produziu, com Fernando Bonassi, o roteiro de Através da janela, filme de Tata Amaral; atuou em diversos filmes, como em Filmefobia, de Kiko Goifman.
Foi um dos criadores do curso de cinema da UnB, em Brasília, e deu aulas de História do Cinema Brasileiro na ECA, até se aposentar em 2004.
Além de sua importância como teórico, é também ficcionista, com quatro volumes publicados. Participou de vários filmes, como roteirista e assistente de direção, eventualmente como ator em pequenos papéis. Nos anos 1990 dirigiu dois ensaios poéticos de média-metragem: São Paulo, Sinfonia e Cacofonia (1994) e Sobre Anos 60 (1999).