Império da Prata é o quarto livro da série O Conquistador, e, é bem diferente dos volumes anteriores, porém não deixa de ser interessante e muito menos emocionante.
Com a morte de Gêngis, o sucessor escolhido por ele enfrentará intrigas políticas tornando este volume mais lento em sua leitura, porém essa lentidão se faz necessária para que entendamos as divergências entre pai e filho, haja vista que Gêngis Khan gostava da vida nômade, de batalhar para expandir o território e não se importava para o valor das riquezas e das cidades.
Clima tenso, tentativas de golpes, ambição, espionagem, traições e claro... muitas batalhas nos prenderão nesta leitura.
E não posso deixar de mencionar a emoção de acompanhar a velhice de alguns personagens que se apresentaram desde o primeiro volume como protagonistas desde crianças. Nossa! Foram as linhas dos parágrafos mais difíceis de ler, pois após 1735 páginas você se apega aos personagens que são muito bem construídos e com personalidades muito fortes.
É interessante perceber a inteligência da estratégia militar, a disciplina e o desenvolvimento de táticas e da comunicação tanto nos campos de batalha, como também, para agilizar as trocas de mensagens entre cidades.
Esse livro é super interessante como os anteriores, repleto de detalhes históricos e a ficção tão bem escrita que nos convence. Só não convence, pois a Nota Histórica não permite. Ela vem explicando o que foi real do que foi ficção, e como esse autor megulhou nas pesquisas!
E para finalizar, apesar de ter sido conturbado o canato do terceiro filho de Gêngis, nada impedirá a ascensão de um dos maiores impérios que já existiu e que quase dominou toda a Europa.
E se você quiser descobrir o porquê desse "quase", leia O Império da Prata, eu super recomendo. E que venha Conquistador, o quinto e último livro dessa saga maravilhosa e eletrizante.