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    Um Dia - Vinte anos, duas pessoas, um dia.

    David Nicholls

    Intrínseca
    2011
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9788580570458
    Português Brasileiro
    4
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    Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

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    Juliana Giacobelli picture
    Juliana Giacobelli22/05/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Dex e Em, Em e Dex.

    Resenha postada no site http://julianagiacobelli.com ------------------------------------------------------------ Pense em um livro que te faz pensar por horas e horas depois que você o termina. Pense em um livro que faz com que você olhe para a própria vida e sinta-se inspirado a mudar. A melhorar. A não perder tempo e a dizer aquilo que sente quando sente, porque nunca se sabe como será o dia de amanhã. Esse é Um Dia, de David Nicholls. Neste romance, somos levados até o dia 15 de Julho de 1988, quando Dexter Mayhew e Emma Morley passam uma noite juntos logo depois sua festa de formatura da faculdade. Juntos. Apenas isso. Apenas um dia. O que era para ser uma simples extensão da comemoração, porém, começa a se tornar algo a mais, mesmo que no fundo nenhum dos dois se dê conta disso. Talvez o timing deles estivesse errado. Talvez eles devessem ter dito coisas. Ou ter feito coisas. Talvez tudo pudesse ter sido diferente. Os anos se passam e nem Dexter nem Emma levam a vida que esperavam ou sonhavam ter. Mas talvez a vida seja assim mesmo, nem todos os sonhos podem se realizar, não é mesmo? Então eles tocam suas vidas, mas continuam a esbarrar no desejo incontrolável que têm de conversar um com o outro. Amigos? Não, mais que isso. Namorados, amantes? Também não. Melhore amigos? É, melhores amigos parece bom. O tempo passa, suas vidas tomam caminhos diferentes. Empregos, família, encontros Será que o timing vai dar certo dessa vez? Será que é hora de dizer alguma coisa? Será que estão esperando demais? Ao longo da trama você é convidado a desvendar todos os sentimentos e angústias que se passam nos corações de Emma e Dexter, narrados com perfeição por David Nicholls. O estilo despojado, com leitura fácil e passagens que podem te fazer rir em um segundo e te fazer chorar no outro sem nem perguntar se você precisa de uma pausa para acalmar os ânimos ou talvez beber um copo dágua. Simplesmente genial. A cada capítulo embarcamos naquele fatídico dia, 15 de Julho, nos anos subseqüentes, por quase vinte anos. O que ele realmente significou? O que aconteceu entre Dex e Em, Em e Dex? Quais as conseqüências que isso trouxe para a vida de ambos? Será que poderia ter sido diferente? São nessas perguntas que passamos a espelhar nossa própria vida, independente da idade que temos. Concordo que com vinte e dois anos idade de Emma quando a história se inicia não passei por nem um oitavo dos acontecimentos narrados por Nicholls, mas a o modo como tudo é passado faz com você se identifique com eles. A perspectiva de não saber o que fazer com o diploma, os empregos que não são bem o que queríamos, a vontade de ter uma família e o medo de não conseguir, um sentimentos que temos medo de deixar crescer mas que cresce mesmo assim, todos os dias às escondidas, quase que por pirraça para nos olhar bem nos olhos dali algum tempo e dizer Ahá, finalmente me encontrou! Eu estava aqui o tempo todo equanto você se ocupava com outras coisas mais importantes como a sua carreira ou o que cozinhar no jantar. Tomara que não seja tarde demais agora. Tudo isso com personagens que poderiam muito bem ser nossos pais, vizinhos, professores ou amigos imaginários. Provavelmente são coisas pelas quais todos nós já passamos ou vamos passar. Dex e Em são assim. Pessoas, como eu e você. Como Em e Dex. Pessoas que tomam decisões erradas, que se arrependem e que buscam o que todo ser humano busca no fim das contas: Ser feliz. E são pessoas que descobrem que a felicidade pode se esconder no alto de um monte com um amigo meio bêbado e uma mochila para piqueniques. Em férias um com regras de convivência completamente inaceitáveis na Grécia. Em um passeio por um labirinto escuro no meio de um casamento entediante. No apartamento pequeno cheirando a mofo, ou num cafezinho sem compromisso em Paris. Dex e Em, Em e Dex. Pessoas que, acima de tudo, descobrem que a felicidade tem a sagaz habilidade de se esgueirar às escondidas à sua procura por vinte e tantos anos, mesmo que você insista em fechar a porta na cara dela sem nem oferecer uma xícara de chá. Ou então que ela pode se comprimir em apenas vinte e quatro horas despreocupadas dos seus vinte e poucos anos, quando você nem sabia o que ia fazer no dia seguinte. Dex e Em, Em e Dex. Vinte anos. Duas Pessoas. Um Dia.

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