O sol escolhe para quem nasce? -

    Joaquim Pires dos Reis

    Santa Clara
    2010
    103 páginas
    3h 26m
    ISBN-13: 9788587042996
    Português Brasileiro

    "A temática homossexual, assim como tudo o que diz repeito às minorias,de modo geral, tem sempre sido associado à comédia, à jocosidade. Em filmes, peças teatrais e telenovelas é explorada à exautão a afetação dos personagens,o que reforça estereótipos e cria uma visão massiva, generalista acerca dsse universo. O texto de Joaquim Pires dos Reis foge a essa tendência. É um texto que, ao contrário, trata de modo sério e corajoso o tema. Sério porque busca mais esclarecer que divertir e corajoso por abordar um tabu: a homossexualidade na igreja. Para tanto, nada mais adequado que o espaço em que se dá a trama. Um seminário na cidade fictícia de Santa Ana, Minas Gerais. Ao longo da história, os personagens travam diálogos interessantes e repletos de minúcias, que revelam valiosas informações sobre a homossxualidade através dos tempos. Essa overdose de informações não é gratuita, constitui-se numa estratégia que objetiva suscitar refexões e fomentar discussões sobre um tema cuja polêmica parece não ter fim. O título "O sol escole para quem nasce?" já induz à resposta a que invariavelmente se chegará ao final do livro." Ivan Sérgio Martins dos Santos Professor de Língua Portuguesa Mestre em Linguística - UFMG

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    Coelho Leitor23/02/2025Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    O sol não nasceu pra mim

    Eu encontrei "O Sol escolhe para quem nasce?" em uma volta pelas prateleiras da biblioteca do campus universitário. Achei uma engraçada coincidência ter o pego, pois a temática homossexualidade é particularmente cara a mim. A resenha do Ivan Sérgio Martins dos Santos, na contracapa, me convenceu e eu decidi lê-lo. Não tenho hábito de ler livros que são peças de teatro. Li apenas dois antes desse, ambos de Shakespeare e ambas experiências das quais não posso dizer que gostei (apesar de não ter exatamente desgostado), o 0que faz com que eu sinta na obrigação de escrever essa ressalva: talvez o gênero só não seja para mim. Sei como é difícil publicar livros no Brasil, mas ainda livros que toquem em um assunto sensível como homossexualidade e Igreja, então não quero ser malvada com o autor. Não gostei da experiência de ler o livro. Eu achei interessante a premissa, mas nada no desenvolvimento me agradou. O Sávio é um personagem desagradável desde o começo, o Eduardo um coitado e depois que o objeto de amor de Eduardo é revelado, passei o restante da história tentando entender a diferença de idade deles e nenhuma resposta era confortável para abafar o assunto. O texto é muito rico em conteúdo, mas os personagens dizendo citações completas e mesmo números de artigos da constituição soa bastante não natural. Como podem se lembrar de tantas informações? Especialmente um personagem que é contrário aquilo que fala? E não obstante, na falta de fontes, não consegui ver credibilidade. Acho o assunto que o texto aborda importante, é uma pena que ele tenha ficado na mesma discussão e com o mesmo vocabulário que já é batido. Eu sei que a Igreja é demagoga. Todo LGBT sabe. Eu sinto que muito dessa obra parece uma cartilha de ensinar hétero a respeitar gay. Estou cansada de gays pedagógicas, quero gays dramáticas, polêmicas, trambiqueiras, emos, funkeiras, qualquer coisa desde que elas existam por si mesmas e não para ser cartilha de consultório médico de razões pelas quais homossexuais não merecem desrespeito.

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