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    Os Armários Vazios -

    Maria Judite de Carvalho

    Ulisseia
    2011
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-13: 9789725686713
    Português
    4.3
    3 avaliações
    Leram7Lendo0Querem22Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados22Avaliaram3

    O grande romance de Maria Judite de Carvalho, obra central da literatura portuguesa da renovação de meados do século XX, volta aos temas de preferência da autora: a solidão da mulher na cidade. A vida moderna que prende as personagens de Maria Judite de Carvalho ao inferno de viverem sós no meio da multidão.

    Resenhas (1)Ver mais
    Kiki Marino picture
    Kiki Marino17/10/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Uma estória ficional de gerações de mulheres de uma família portuguesa Ana(a avó),Dora (a mãe e viúva),Lisa a filha ,envoltas num circulo vicioso de opressão e machismo e o peso das suas escolhas, amor,dinheiro,juventude e maternidade ,sonhos e ilusões. Armarios vazios, mulheres que dão tudo de si,se anulam por homens que eventualmente as abandonam , uma armadilha que até mulheres contemporâneas são atrapadas. Sem dúvidas as mulheres são o pilar da sociedade e carregam a humanidade nas costas com a sua " bondade, paciência e tolerância", natural ou ensinadas? quando homens só destroem... Na verdade não estamos nada bem.

    1 curtida

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    4.3 / 3
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    Maria Judite de Carvalho profile picture

    Maria Judite de Carvalho

    Maria Judite de Carvalho (1921-1998) foi uma escritora portuguesa, unanimemente considerada uma das vozes femininas mais importantes da literatura nacional do século XX. A obra ficcional de Maria Judite de Carvalho conjuga uma visão desencantada da realidade, preservada de sentimentalismos, com a observação irônica da sociedade burguesa, centradas na focalização de personagens existencialmente situadas perante situações-limite ou confrontadas com o vazio da existência humana. Estreou-se com o livro de contos <i>Tanta Gente, Mariana</i> (1959) e foi galardoada com o Prêmio Camilo Castelo Branco pela coletânea <i>As Palavras Poupadas</i> (1961). Além de contos, publicou romances e cronicas, cultivando também o jornalismo. Publicou <i>Paisagem Sem Barcos</i> (1965), <i>Os Armários Vazios</i> (1966), <i>Flores ao Telefone</i> (1968), <i>Os Idólatras</i> (1969), <i>Tempo das Mercês</i> (1973), <i>A Janela Fingida</i> (1975), <i>O Homem no Arame</i> (1976), <i>Além do Quadro</i> (1983), <i>Seta Despedida</i> (1995), <i>A Flor que Havia na Água Parada</i> (1998) e <i>Havemos de Rir?</i> (1998). Reuniu parte das suas crônicas em <i>Este Tempo</i> (1992) e <i>Diário de Emília Bravo</i> (2002, póstumo). Foi condecorada pela Presidência da República com o Grande-Oficialato da Ordem do Infante D. Henrique, em 1992 e recebeu, a título póstumo, o Prêmio Vergílio Ferreira, pelo conjunto da sua obra, em 1998. Apesar da notória qualidade e profundidade da sua obra e da sua escrita (entre o cômico e o grotesco, num registro ora trágico, ora ironicamente perverso), a autora permanece ainda desconhecida do grande público.

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    Maria Judite de Carvalho