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    A Alma Boa de Setsuan - Teatro Completo

    Bertolt Brecht

    Paz e Terra
    1992
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-10: 8521904754
    Português Brasileiro
    4.1
    41 avaliações
    Leram110Lendo19Querem95Relendo0Abandonos1Resenhas5
    Favoritos2Desejados95Avaliaram41

    Em seu texto, Brecht nos faz pensar em como as almas boas são raras, em como o mundo precisa delas e, principalmente, em como elas inevitavelmente sofrem por serem boas demais. Isto porque o mundo que as rodeia, na maioria das vezes, é mau, interesseiro, mesquinho ou simplório e invisível demais para ser notado. Apesar do pessimismo e da precariedade do caráter humano, Brecht nos mostra que as almas boas são de extrema importância e que, mesmo que o caminho seja difícil, o mundo, mesmo sem saber valorizá-las e reconhecê-las, precisa delas, assim como elas precisam do mundo. Brecht ainda nos mostra que é preciso encontrar um caminho nesta selva de famintos, nas quais fomos simplesmente despejados, que não devemos desistir e que ser bom (apesar de tudo nos levar a crer que essa é uma característica que não tende a compensar) é o que de melhor podemos fazer a nós mesmos e à nossa consciência. Afinal, assim como a arte não existe sem paixão, tampouco a vida respira sem uma simples fresta de bondade, por mais cansada e desiludida que esta esteja. É por essa fresta que entra luz, a verdadeira luz de um belo espetáculo, como é o teatro de Brecht! Como dizem as últimas palavras de A Alma Boa de Setsuan: “Deve haver uma saída. Tem de haver”!

    Resenhas (5)Ver mais
    Maria Julia  picture
    Maria Julia 17/04/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    ???

    Se vc não esta acostumado a ler peças, não recomendo qur comece por essa. Mas ela é GENIAL Toda a metáfora que contem na história é INCRÍVEL. É simplesmente impossível não simpatizar com a chen te E ficar completamente tombado com o * O final é DESESPERADOR. Porém triste e lindo SPOILER A PARTIR AVISDOR MAS EU TE ODEIO TANTO, SE EU TE VEJO NA RUA E7 ARREGAÇO SUA GARGANTA

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 41
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas27%
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    • 1 estrelas0%
    Eugen Berthold Friedrich Brecht profile picture

    Eugen Berthold Friedrich Brecht

    Nasceu em Augsburg, na região da Bavária, em 1898. Formado em medicina, trabalhou num hospital durante a Primeira Guerra. Dispensado do serviço por se manifestar abertamente contra a batalha, empregou-se como crítico de teatro num jornal. Em 1922, recebeu o prestigioso Prêmio Kleist por sua peça Tambores da noite. Ainda em 1923, viu encenados seus textos Na selva das cidades e Baal. Nessas primeiras peças, Brecht teve forte influência do dadaísmo e do expressionismo. Poucos anos mais tarde, ele desenvolveu um estilo que se caracterizaria pela oposição ao teatro dramático clássico e pela defesa de causas políticas de esquerda: o Teatro Épico. O autor é famoso pela capacidade extraordinária de fundir em sua obra influências aparentemente incompatíveis. Brecht estudou teatro chinês, japonês e indiano, era grande entusiasta da obra de Shakespeare e estudioso da tragédia grega. Inspirou-se também em dramaturgos alemães, como Büchner e Wedekind, e no folclore bávaro. Entre suas peças mais famosas estão A ópera dos três vinténs (1928), Santa Joana dos matadouros (1929), Mãe Coragem e seus filhos (1939), Galileu (1938) e A resistível ascensão de Arturo Ui (1941). Perseguido pelo nazismo, Brecht exilou-se em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, onde colaborou com outros artistas exilados, entre eles o escritor Thomas Mann. Em 1947, fugindo do macarthismo, refugiou-se na Suíça e mais tarde em Berlim oriental, onde seu trabalho foi financiado pelo Partido Comunista. O dramaturgo morreu em 1956, de um ataque do coração, enquanto trabalhava numa peça que seria uma resposta para a obra Esperando Godot, de Samuel Beckett.

    76 Livros
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    Baviera, Alemanha

    Eugen Berthold Friedrich Brecht