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    The Underdog -

    Markus Zusak

    Scholastic
    1999
    140 páginas
    4h 40m
    ISBN-13: 9781862917606
    3.6
    19 avaliações
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    Favoritos1Desejados42Avaliaram19

    Boys are like dogs - ready to bite, bark and beg to be given a chance to show their value.. "I vowed that if I ever got a girl I would treat her right and never be bad or dirty to her or hurt her, ever." Cameron Wolfe is a dirty boy. He knows it. His brother Rube knows it, because he's one too. they could change - but what would it take?

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    Resenhas (1)Ver mais
    Gabriela de Araujo Gomes picture
    Gabriela de Araujo Gomes16/11/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Há uma diferença entre J.K. Rowling e Rick Riordan que eu percebi logo no primeiro capítulo de Harry Potter. Ambas as séries possuem a ação e o mistério que te deixam na ponta da cadeira ou mesmo lendo em pé. Mas Rowling faz parecer que a história é muito maior que somente a história, te faz pensar e se importar com outras coisas e tem um profundo conhecimento de seus personagens, enquanto que as aventuras de Percy Jackson não passam disso, de aventuras: agradáveis e divertidas de ler, mas que talvez você não tire muita coisa para levar para a vida. Isso pode ser porque li Riordan quando era mais novo e agora que possuo conhecimento e sabedoria profundos, sou capaz de perceber coisas e aproveitar mais da leitura do que antes. A verdade é que a escrita de Riordan é muito mais apressada, como se a única escolha que você tem é não parar de ler, enquanto Rowling parece escrever com cuidado, e você pode ter um milhão de coisas para fazer mais prefere lê seus livros. Esta não é uma resenha comparativa entre esses dois autores, porém. É sobre o romance Morte Súbita. Mas aqui está onde eu quero chegar: J. K. Rowling não apenas conhece seus personagens: ela conhece pessoas. Por isso que eu gostei tanto dos livros de Harry Potter (embora não tivesse interesse e tenha começado a ler quando – e não porque – a poeira começou a baixar): porque me fez me importar com os personagens como poucos livros fazem, por parecerem tão... pessoas. Suas ações e emoções não são aquelas que se atribui a um cachorro; são complexas, têm um porquê e um significado. Morte Súbita é cheio desses personagens. O distrito aparentemente idílico de Pagford nunca o é, pois o leitor logo é apresentado aos seus habitantes viciosos, egocêntricos, mesquinhos, interesseiros, defeituosos. Basicamente, pessoas. Mas você e eu, como pessoas respeitáveis, decorosas, cientes de nosso dever como cidadão, que buscamos sempre fazer o bem e melhorar como seres humanos, sabemos que há muito mais do que defeitos numa pessoa. Viu o que eu fiz? Talvez tenha exagerado um pouco, mas é isso que o livro faz nas suas mais de quinhentas páginas: mostra ao leitor aquilo que ele é e diz que não é, e aquilo que ele pode ser e pensa que não é capaz; situações que com certeza aconteceram com você ou com alguém que você conhece. Aí está a intenção, o grande trunfo e a grande derrota do romance. Porque uma pessoa é muito mais que seus “defeitos”. Soma-se a eles suas “qualidades” (e divide por dois, para obter a média e dar um efeito matemático à resenha). Mas as ações dos personagens que são guiadas por amizade e não por conveniência, por exemplo, são tão poucas que eu não tenho certeza se posso identificá-las no livro; talvez por estar nas entrelinhas. (Na série de maior sucesso da autora [só para não repetir] há muito disso: personagens – do “bem” e do “mal” – tendo atitudes inconspícuas que nunca pensei que fossem ter). O livro tem personagens realmente odiáveis, outros que não fazem diferença nenhuma para você, e alguns que você sente alguma empatia. Isso não quer dizer que o livro é ruim. Basta as pessoas que dizem não gostar de um livro porque “não conseguiram se identificar com nenhum personagem”. Mesmo assim, o que acontece aqui é o oposto: dificilmente você não vai encontrar algum personagem ou situação familiar. Não sei se diria que são caricatos, por representarem cada um determinado tipo de pessoa, mas não acho que sejam, porque temos uma visão do pensamento de cada um e da complexidade de cada um. Apesar das diferenças entre eles, das fofocas e das picuinhas políticas de Pagford, é um livro agradável de se ler, que flui muito bem. Talvez não o melhor livro de sua vida, mas um que com certeza te faz pensar sobre ela. Mais um blog literário pra você ignorar:

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    Markus Frank Zusak profile picture

    Markus Frank Zusak

    Mais novo de quatro filhos de um austríaco e uma alemã, Markus cresceu ouvindo histórias a respeito da Alemanha Nazista, sobre o bombardeio de Munique e sobre judeus marchando pela pequena cidade alemã de sua mãe. Ele sempre soube que essa era uma história que ele queria contar. "Nós temos essas imagens das marchas em fila de garotos e dos 'Heil Hitlers' e essa ideia de que todos na Alemanha estavam nisso juntos. Mas ainda haviam crianças rebeldes e pessoas que não seguiam as regras e pessoas que esconderam judeus e outras pessoas em suas casas. Então eis outro lado da Alemanha Nazista", disse Zusak numa entrevista com o The Sydney Morning Herald. Aos 30 anos, Zusak já se firmou como um dos mais inovadores e poéticos romancistas dos dias de hoje. Com a publicação de "A Menina que Roubava Livros", ele foi batizado como um "fenômeno literário" por críticos australianos e norte-americanos. Zusak é o autor vencedor do prêmio de quatro livros para jovens: "The Underdog", "Fighting Ruben Wolfe", "Getting the Girl", e "Eu Sou o Mensageiro", receptor de um Printz Honor em 2006 por excelência em literatura jovem. Markus Zusak vive em Sydney com sua esposa e sua filha. Gosta de surfar e assistir filmes em seu tempo livre.

    57 Livros
    5.394 Seguidores
    Nova Gales do Sul, Austrália

    Markus Frank Zusak