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    A magia dos números -

    Yoko Ogawa

    Quetzal / Bertrand
    2011
    214 páginas
    7h 8m
    ISBN-13: 9789725649558
    Português
    3
    2 avaliações
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    Uma empregada de limpeza começa a trabalhar em casa de um velho matemático, cuja carreira foi brutalmente interrompida por um acidente de automóvel, que reduziu a autonomia da sua memória a oitenta minutos. A cada manhã, a jovem mulher deve apresentar-se como se se vissem pela primeira vez, e é com grande paciência, gentileza e muita atenção que ela consegue ganhar a sua confiança. Também lhe apresenta o filho de dez anos. Inicia-se então um relacionamento maravilhoso: o rapazinho e a sua mãe vão não só partilhar com o velho amnésico a paixão pelo basebol, como também vão aprender com ele a magia dos números. Neste subtil romance sobre a herança e a filiação - e em que três gerações se encontram sob o signo de uma memória extraviada e fugidia - a narrativa desdobra-se com a graça e o rigor de um origami. Lapidar e profundo como um haiku, "A Magia dos Números" é uma pequena obra-prima. Em 2006 foi levado às telas com o título de O Professor e Sua Amada Fórmula.

    Resenhas (1)Ver mais
    jota 11 picture
    jota 1111/11/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Matemagia

    Cheguei ao livro de Yoko Ogawa (lançado em 2003) através de sua versão cinematográfica, O Professor e Sua Amada Fórmula (2006), que vi faz algum tempo e que era muito boa mesmo. Fiquei então com vontade de ler o livro, que na edição portuguesa (permanece inédito no Brasil, creio) recebeu o título de A Magia dos Números. Na ocasião do lançamento da edição americana, The Housekeeper and the Professor, Paul Auster escreveu sobre o livro: “Altamente original. Infinitamente encantador. E sempre tão comovente.” De fato, poucas vezes a matemática entrou numa obra de ficção quase como um personagem, a grande paixão do idoso e singular matemático dessa história. O professor amava especialmente os números primos; depois deles, o beisebol. Além do matemático – que por conta de um acidente automobilístico tem uma memória autônoma de apenas 80 minutos diários – temos também sua cuidadora (ou empregada, que narra os acontecimentos), uma jovem de 30 anos, mãe solteira, e seu filho de 10, que o professor apelida de Raiz (de raiz quadrada). O professor mora num pavilhão da mansão de sua cunhada viúva, que foi casada com o irmão mais velho dele. A viúva pouco aparece, embora protagonize dois momentos especiais da história. Já a matemática praticamente ocupa todas as páginas do livro. E tome fórmulas, cálculos, equações e números primos, amigos, naturais, perfeitos, abundantes, deficientes... Mesmo longas às vezes, nenhuma das conversas dos personagens sobre números é aborrecida, pelo contrário, algumas vezes pode até ser engraçada ou curiosa. Aos poucos, entre o professor, sua funcionária e o filho dela vai se estabelecendo uma amizade terna; é como se eles formassem uma família ou como se o professor fosse um parente muito próximo. Então aquele Japão ideal ou tradicional que temos na cabeça, das flores de cerejeira, das pessoas gentis, educadas, respeitosas, está bem ali na frente dos olhos e depois percorrendo nossa mente. E assim tudo vai fluindo calmamente até que um dia a curiosidade leva a empregada a uma biblioteca pública e ali, cercada de livros de matemática, tenta decifrar uma fórmula que o professor escrevera num pedaço de papel e que ela guarda em sua bolsa como uma relíquia – que mais tarde ficamos sabendo tratar-se da fórmula de Euler. Com ela descobriu isso? Logo depois de ter se deparado em suas pesquisas com o último teorema de Fermat (rufem os tambores nesse ponto!). Só que isso tudo se passa algum tempo depois de a viúva ter pedido à agência de empregos que demitisse a moça, que ela acreditava ter infringido certas regras de seu contrato de trabalho. E o pobre professor como iria se virar agora com uma nova empregada, a décima? E nós, como ficamos então no meio desse drama dramático e ao mesmo tempo matemático? A moça não sai mais de casa sem seu bloquinho de papel e um lápis bem apontado. Agora ela mesma tornou-se uma viciada em números primos. Tanto que, no novo emprego, pode se esquecer de guardar algo que deveria ser congelado ou mesmo deixar de passar escovão no chão para poder ficar fazendo cálculos... Um dia os três estarão juntos novamente? A memória do professor vai progredir com o passar do tempo ou vai decrescer mais ainda? Continuarão todos apaixonados por beisebol ou trocarão de esporte? Raiz vai crescer e se transformar num rapaz moderno ou quadrado? Uma coisa é certa nisso tudo: os números estarão sempre com nossos personagens, da mesma forma que estão conosco diariamente. Ninguém precisa ser apaixonado por matemática para apreciar A Magia dos Números, já que aqui o importante não é tanto a relação dos números entre si mas das pessoas entre si e também com eles. Certamente matemáticos que apreciam literatura tirarão mais prazer dessa história do que leitores comuns embora Yoko Ogawa tenha narrado tudo com leveza, de modo a torná-la interessante para todos. Lido entre 04 e 10/11/2015.

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    小川 洋子, Ogawa Yōko profile picture

    小川 洋子, Ogawa Yōko

    Y&#333;ko Ogawa é uma escritora japonesa. Ogawa nasceu em Okayama, Prefeitura de Okayama, se formou na Universidade de Waseda, e vive em Ashiya, Hyogo, com seu marido e filho. Desde 1988, ela tem publicado mais de vinte trabalhos de ficção e não-ficção. O seu romance “The Professor’s Beloved Equation” foi transformado em um filme. Em 2006 ela escreveu o livro “Na Introduction to theWorld’s Most Elegant Mathematics” em conjunto com Masahiko Fujiwara, um matemático, como um diálogo sobre a extraordinária beleza dos números. <br> <br> Kenzaburo Oe disse, “Yoko Ogawa é capaz de dar expressão aos mais súbitos trabalhos da psicologia humana em uma prosa gentil e ainda assim penetrante.” A sutileza em parte está no fato de que os personagens de Ogawa geralmente não sabem o porquê de estarem fa

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    &#23567;&#24029; &#27915;&#23376;, Ogawa Y&#333;ko