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    Os Machões Não Dançam - Título original: Tough guys don't dance

    Norman Mailer

    Nova Fronteira
    1984
    282 páginas
    9h 24m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.5
    65 avaliações
    Leram136Lendo11Querem95Relendo0Abandonos12Resenhas4
    Favoritos2Desejados95Avaliaram65

    Ao acordar, depois de uma noite de embriaguez, Tim Madden não consegue se lembrar dos acontecimentos da véspera. Aos poucos, porém, este escritor desconhecido - ex-barman, ex-motorista, ex-presidiário - se vê envolvido por uma rede de indícios que o colocam no cerne de uma perigosa trama. Em seu braço direito, descobre uma tatuagem que até então jamais existira. No interior de seu carro, se depara com um rio de sangue. E, no local onde guarda sua maconha, encontra a cabeça decepada de uma loira muito parecida com sua ex-mulher. Sob o domínio da violência e do sexo, velhas obsessões de Mailer (que já recebeu dois prêmios Pulitzer), um romance policial à altura do talento de um dos mais controvertidos autores da moderna literatura norte-americana.

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    Resenhas (4)Ver mais
    Fabio Shiva picture
    Fabio Shiva06/08/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Tim Madden acorda com uma bruta ressaca, após uma noitada daquelas. Ao sair de casa, descobre que o banco da frente de seu carro está empapado de sangue. Em sua plantação particular de maconha, outra surpresa o aguarda: a cabeça decepada de uma mulher está enfeitando suas folhas de marijuana. Para piorar, Madden é incapaz de lembrar o que aconteceu na noite anterior. Assim começa “Os Machões Não Dançam”, talvez a obra mais conhecida de Mailer. O fascínio maior do livro é o mundo sórdido e brutal criado pelo autor, com direito a muitas situações degradantes e personagens degradados. Não é uma leitura edificante, sem dúvida!!! Norman Mailer é o típico “escritor-personagem”, a celebridade conturbada e problemática que muitas vezes chama mais a atenção que os livros que produz. Bukowiski seria o clássico exemplo dessa categoria. No caso de Mailer, sua prosa ensandecida é uma das maiores responsáveis por essa “aura”: ao lê-lo, temos a impressão de que Mailer seria capaz de arrastar qualquer mulher para a cama ou de encarar qualquer sujeito numa briga, usando os piores truques nos dois casos. A primeira vez que li esse livro foi um choque absoluto. Poucas vezes lembro de ter lido algo tão impactante. A segunda leitura não teve o mesmo sabor cáustico, mas ainda assim foi uma paulada!!! Uma curiosidade: o livro ganhou uma versão cinematográfica, mas no Brasil o título foi traduzido para “Homens Roxos Não Dançam”, porque o filme foi lançado na era Collor!!! (07.11.2007)

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 65
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas3%
    Norman Kingsley Mailer profile picture

    Norman Kingsley Mailer

    Norman Kingsley Mailer, ou apenas Norman Mailer, como é mais conhecido, foi uma das mais importantes consciências críticas dos Estados Unidos. Nascido em uma família de imigrantes judeus de classe média, dedicou-se, a partir de 1939, a estudar engenharia aeronáutica na Universidade de Harvard. Sua paixão, no entanto, sempre foi a literatura. Antes de terminar a formação como engenheiro na Universidade da Sorbonne, em Paris, ele participou dos anos finais da Segunda Guerra Mundial, servindo nas Filipinas e no Japão. Essa experiência lhe permitiu escrever "Os Nus e os Mortos", imediatamente aclamado como um dos principais romances da literatura norte-americana. Famoso aos 25 anos, passou a trabalhar como roteirista em Hollywood. Nesse período, teve vários livros recusados pelas editoras, e as obras que conseguiu publicar não passaram de fracassos. Na década de 1950, começou a colaborar com o jornal "The Village Voice", onde se tornou o polemista agressivo, especialista em analisar as diferentes características dos EUA. Assim, ao lado de Truman Capote e Tom Wolf, Mailer renovou o jornalismo norte-americano, criando o gênero conhecido como jornalismo literário. Em "O Super-Homem vai ao Supermercado", por exemplo, ele acompanha as convenções políticas dos partidos Democrata e Republicano entre 1960 e 1968, narrando com profunda ironia todos os detalhes. Em 1967, a obra "Os Exércitos da Noite", na qual Mailer narra a grande marcha pacifista - ocorrida em Washington nesse mesmo ano - contra a Guerra do Vietnã, ganhou os principais prêmios literários norte-americanos: o Pulitzer, o National Book e o da Universidade de Long Island. Ele voltaria a ganhar o Pulitzer em 1980, agora com uma obra de ficção, o romance "A Canção do Carrasco", baseado na vida do assassino Gary Gilmore. Personagem polêmica, controvertida, odiado pelas feministas, Mailer foi um inestimável provocador, que jamais se cansou de defender os princípios liberais e de olhar seus contemporâneos com amargura. Escreveu 39 livros, reconhecidos pela originalidade e pela crueza da linguagem - dentre eles, onze romances. Jamais escreveu sua autobiografia. "Cada vez que você passa por uma experiência muito intensa, forma-se um cristal na sua personalidade, que projeta reflexos para escrever muitas histórias", ele disse certa vez. E concluiu: "Em uma autobiografía, provavelmente você destrói todos os seus cristais". Romancista, ensaísta e dramaturgo, escrevendo sobre boxe, dialética, drogas, existencialismo, fascismo, sexo, pacifismo, violência, câncer e guerra, paranóia e política, tecnologia e totalitarismo, ou dedicando-se a elaborar a biografia da atriz Marilyn Monroe, Norman Mailer foi um dos principais renovadores da literatura norte-americana do século 20. Fontes: "The New York Times", "El País" e "La Vanguardia".

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    Nova Jérsei, EStados Unidos

    Norman Kingsley Mailer