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    Vidas Minúsculas (Latitude) -

    Pierre Michon

    Estação Liberdade
    2004
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-10: 8574480959
    Português Brasileiro
    3.6
    9 avaliações
    Leram13Lendo4Querem48Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos0Desejados48Avaliaram9

    Primeiro romance do autor, Vidas minúsculas, edição original de 1984, foi aclamado pela crítica e traduzido para diversas línguas, tornando-se um clássico contemporâneo das letras francesas. Vidas desoladas, vidas de antepassados, parentes e amigos, personagens cambaleantes na província francesa em torno de um vilarejo esquecido. Uma miragem da imortalidade, um acesso de existência, este é o mote de Vidas minúsculas, em que Pierre Michon lapida trajetórias de vida que, de tão “miniaturizadas”, tornam-se universais. Desfilam vidas esculpidas a cinzel. Um órfão atravessando o oceano em busca do imaginário utópico de riquezas africanas; a lembrança afetiva dos avós e do contato com objetos detentores de passado; os embates – descobertas de mundos – com os colegas de classe no liceu; o silêncio vivo da pequena irmã que não chegou a conhecer mas de quem depreende os rastros; a bela psicanalista que o coloca à escrivaninha; ou os tantos personagens a perambular em hospitais, igrejas, cafés, gente defasada no tempo ou nas origens, vivendo à margem, nas fronteiras do real e, por isso mesmo, detentora da verdade.

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    Renato Grinbaum picture
    Renato Grinbaum30/01/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma grandeza minúscula

    'Vidas minúsculas' não é um livro minúsculo. Aparentemente é um livro de contos, mas a coesão entre as diversas histórias o coloca num ponto de limite entre o conto fragmentado e o romance uníssono. Pierre Michon escreve de forma rebuscada, aparando cada fresta do reboco, colorindo cada espaço vago, ainda que minúsculo, com descrições que tornam o texto denso e ao mesmo tempo iluminado, se não musical. Neste sentido, segue a tradição de Proust, de quem me parece ser um descendente. Neste grande, mas pouco volumoso livro, a vida minúscula tem brilho. De alguma forma, lembrei-me de 'Meus amigos', de Emmanuel Bove.Suas histórias são sobre pessoas comuns que não fizeram nada de extraordinário, muitos deles não geraram muito mais que frustração e silêncio. Sua grandeza está em relatar com maestria os conflitos pequenos,mas relações entre pais e filhos, suas escolhas erradas. Pequenos passos que o tempo transformou em grandes distâncias. O filho que recusou o pai, o menino que se sentiu feliz na distância dos pais adotivos. Cada pequeno ato tem significado. Os personagens de Michon são tão comuns, que chegam a ser particulares. São nada mais do que o eco das pessoas minúsculas que somos, por mais que façamos jus à eternidade, mais cedo ou mais tarde seremos esquecidos.

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    • 1 estrelas11%
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    Pierre Michon

    Pierre Michon nasceu em 1945 no vilarejo de Cards, departamento da Creuse, centro da França. Cursou letras na Universidade de Clermont-Ferrand, aprofundou-se nos estudos sobre literatura e teatro, mas só veio a dedicar-se à escrita literária muitos anos depois, em 1984, tendo como livro de estréia Vidas minúsculas, já consagrado como um clássico moderno. <br> Além de Vidas minúsculas, publicou ainda: Vie de Joseph Roulin (1988), Maîtres et serviteurs (1990), Rimbaud, o filho (ed. Sulina, 2000) La GrandeBeune (1996), Mythologies d’hiver (1997) e Abbés (2002). Michon recebeu em 1984 o Prêmio France Culture para Vidas minúsculas, em 1996 o Prêmio da Cidade de Paris pelo conjunto de sua obra e em 2002 o vertigioso Prix Décembre para a obra Corps du roi.

    5 Livros
    1 Seguidor
    Creuse, França

    Pierre Michon