Aventuras na História Nº 95 (Junho de 2011) - Calígula - Louco, sádico e injustiçado

    Editora Abril

    Abril
    2011
    66 páginas
    2h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O passado pode mudar "A distinção entre passado, presente e futuro é uma ilusão, ainda que persistente". Quando Einstein escreveu essa frase, ele estava falando de ciência. Grosso modo, sua Teoria da Relatividade postula que o tempo não existe, que passado, presente e futuro acontecem ao mesmo tempo. Bom, uma explicação satisfatória da Relatividade é que algo não cabe neste espaço, mas o ponto aqui é outro: se passado e futuro são irmãos gêmeos para a física, isso também vale para a História. O amanhã ainda não foi escrito, claro. Só que o passado, de certa forma, também não. O ontem pode mudar. Prova disso é no reportagem de capa. Calígula sempre foi sinônimo de perversão, loucura e sadismo. Só que a História moderna está desvendando outra realidade. O imperador-demônio também teve seu lado anjo. Foi um soberano que, no fim das contas, deixou realizações importantes em Roma. Sem falar que boa parte do que disseram sobre a devassidão e insanidade do rapaz foi exagero - às vezes, mentira mesmo. É o que você vai ver a partir da página 24. Sua visão sobre o passado vai mudar. E este é justamente o espírito de AVENTURAS NA HISTÓRIA: mostrar um novo ontem. Um passado que é descoberto e redescoberto todos os dias. Ah, deixa eu me apresentar. A Patrícia Hargreaves, que dirigiu esta revista até o mês passado, saiu para se dedicar exclusivamente à outra publicação da Editora Abril que ela já capitaneava, a MUNDO ESTRANHO. Quem cuida de HISTÓRIA agora é um trio: eu, que passei a maior parte da minha vida profissional na SUPERINTERESSANTE (daí o vício de ficar citando Einstein...), a editora Mariana Caetano, que rege os repórteres de AVENTURAS desde 2009, e o Sérgio Gwercman, diretor da SUPER. Gente nova, mas a missão de sempre: fazer a melhor edição de todos os tempos. Todos os meses. Alexandre Versignassi Editor

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    R .27/08/2020Resenhou um livro
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    Junho de 2011

    "Quando Hitler encontra Bin Landen" No contexto de lançamento dessa edição Bin Laden havia sido morto recentemente pelo exército americano, com relato de que o corpo foi lançado no mar em ponto desconhecido. A reportagem faz abordagem dos porquês. Basicamente, para evitar local que sirva de peregrinação e inspiração para simpatizantes. Hitler também teve desfecho parecido, o corpo foi incinerado, com os restos lançados em local desconhecido. Se é que a coisas foram de fato assim... Imagina se existe um túmulo... Tem quem o idolatre e é adepto à sua ideologia insana e assim o túmulo viraria bandeira ideológica. Por outro lado, há costume histórico de exibir inimigos vencidos e também vilipendiar o cadáver em gesto de humilhação. A reportagem cita o que Aquiles fez com Heitor, após o duelo que travaram na Guerra de Tróia, e mostra também foto do corpo de Mussollini em exibição pública, pendurado de cabeça para baixo após a derrota na guerra. "Lobisomens na corte" História da família Gonzales, portadora de rara característica genética de ter pelos com crescimento em excesso no corpo. No século 16 foram mantidos na corte francesa como atração associada à curiosidade bizarra. A história começou com a adoção do menino Petrus pelo rei, que lhe tinha afeição, mas o tratamento que dava era como se fosse uma espécie de animal doméstico. A reportagem conta o que ocorreu com o menino e seus descendentes. "A Praga de Kafka" O título parece difamatório, mas o texto fala da cidade do autor, mostrando locais onde morou. Li recentemente "O Castelo" e não sabia que no entorno da cidade tem um monumental castelo. Provavelmente,a inspiração para a obra. Os locais mostrados teriam sido também inspiração para os livros. A reportagem de capa sobre "Calígula" procura desmistificação do infame imperador, historicamente reduzido à insanidade e devassidão. Segundo o parecer, não foi muito diferente dos outros soberanos e teve realizações importantes, como o início da construção de um dos mais importantes aquedutos de Roma e expansão do império com a conquista da Mauritânia, no norte da África. Seja como for, como imperador, não muda nada o fato de ter realmente feito muita loucura e devassidão. Na cultura romana existia normalidade para tais aspectos. Quando lemos a Carta de I Coríntios, vemos que a igreja em Corinto era assolada por costumes que muitos conservavam correlacionados a cultura pagã greco-romana. A Carta aos Romanos também cita a devassidão na respectiva cidade. Leitura nos idos da pandemia em Macapá...

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