Já não há nenhum estudioso que conteste a importância que a magia exercia nas antigas civilizações. Não se conseguirá compreender cabalmente e com equilíbrio de espírito a história cultural e das artes da Mesopotâmia, do Egito, da Índia, do México, do Peru, da China e do Japão e mesmo de toda a Idade Média se desconhecemos as usanças e costumes mágicos sobre que se fundaram suas principais instituições. O Homo Faber, o "artífice", o homem técnico e sábio dos tempos modernos foi precedido pelo homo divinans, o homem mágico, o "divino". Por maiores que tenham sido os degraus intermediários, entre essas duas tendências se desenvolveu uma tendência fundamental, que embasou todo o caudal da história da humanidade. ...No que tange à linguagem do livro, temos que convir que a mesma é concisa, fechada, realmente hermética, que nem sempre atenderá ao gosto dos que se inebriam com os arroubos e florilégios literários que deliciam os amantes da literatura beletrística. A fala do nosso autor prima por uma precisão helênica, razão porque o tradutor às vezes é forçado a sacrificar um pouco o boleio da frase a fim de não inquinar o pensamento do autor.