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    Esquecer Foucault -

    Jean Baudrillard

    Rocco
    1984
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    9 avaliações
    Leram19Lendo6Querem75Relendo1Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados75Avaliaram9

    Caracterizando-o como “um discurso mítico,” Jean Baudrillard prossegue, neste ensaio brilhante, desmontando a figura poderosa e sedutora de Michel Foucault. Em um torrent de haikus, que agora podem ser visto como classicamente baudrillardianos, arrasta os conceitos de Foucault de repressão, de sexualidade, de produção, do consumo, e da história a uma intensa, e frequentemente cômica, reversão das forças. Excedendo os limites da crítica literária ou filosófica, Baudrillard escreve além do horizonte do pensamento político e num espaço de especulação fantasmática, finalmente “usando” terminologias e o significado público de Foucault para lançar sua própria forma da claridade oculta, filosófica.

    Resenhas (1)Ver mais
    Igor Drey picture
    Igor Drey04/11/2015Resenhou um livro
    0

    Não esquecemos Foucault.

    Do livro de Baudrillard sobre Foucault: Prefiro acreditar que trata-se mais de uma estratégia de "marketing", que de "teoria" propriamente dita, levando em conta toda influência do ~pensamento foucaulteano~ pelos recônditos acadêmicos e além. Parece-me que o sr. Braudillard tentou "vender seu peixe" fazendo um resumo crítico da obra de Foucault da maneira mais simplória possível, e, por vezes tentando uma "descida" genealógica que pouco diz, me parece, sobre toda a potência de "autrement" e de "superfície" que o careca ~sensual~ tentou operar em sua obra - inclusive usando a contradição e um insistente "re-pensar" como um salto teórico. Como uma tentativa de guerrilha, no limite tentou mapear práticas de poder como possibilidade de potência. Para o sr. Jean, em seu incontornável mal-humor, sua demasiada insistência em escavar uma "economia da significação sufocante", ou seja, um paranóico exercício de interpretação textual, uma reiterada busca pela interioridade do texto, deixa de lado a potência de um fora, a multiplicidade dos afetos na conjuração do conhecimento, e por fim, como diz o próprio Foucault: é preciso esquecer o rosto quando se escreve. Braudillard não só levou ao limite uma política significante do rosto e da palavra-linguareira, como se imiscui na obra de Foucault como um detetive em busca de "palavras" fora de lugar. Monsieur Jean, não esquecemos Foucault. Outrossim esposamos Blanchot, Artaud e Deleuze - por um fora; por um possível; por uma palavra e um conhecimento nômade. Um pouco de possível monsieur, se não sufocamos em sua pulsão de morte.

    3 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 9
    • 5 estrelas33%
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    Jean Baudrillard profile picture

    Jean Baudrillard

    Jean Baudrillard nasceu em Reims, nordeste da França, em 27 de julho de 1929. Segundo declarou em entrevistas, seus avós eram camponeses, e seus pais eram funcionários públicos. Durante os seus estudos do ensino médio no Lycée Reims, ele entrou em contato com a patafísica (através do professor de filosofia Emmanuel Peillet), que é considerada crucial para a compreensão do pensamento posterior de Baudrillard.[2] Ele se tornou o primeiro de sua família a cursar uma universidade quando se mudou para Paris e ingressou na Sorbonne. Enfrentou uma época bastante conturbada em seu país, durante a depressão da década de 1930. Sua biografia é de difícil acesso, tanto pela inexistência de documentos sobre ele, quanto por sua personalidade reservada, pois resguardava exageradamente sua privacidade.[3] Sociólogo, poeta e fotógrafo, este personagem polêmico desenvolve uma série de teorias que remetem ao estudo dos impactos da comunicação e das mídias na sociedade e na cultura contemporânea.[3] Partindo do princípio de uma realidade construída (hiper-realidade), o autor discute a estrutura do processo em que a cultura de massa produz esta realidade virtual.

    34 Livros
    45 Seguidores
    Marne , França

    Jean Baudrillard