Neste livro, o Dr. Fontana conta "causos" das regulações de sinistro que acompanhou como funcionário do IRB. Além de relembrar os fatos, ele relaciona cada episódio a um princípio ou fundamento do seguro. Além de uma leitura agradável, está é um excelente oportunidade de conhecer um pouco mais o passado para se preparar para o futuro.
O Mensageiro da Esperança - O Mensageiro da Esperança Teoria e Prática do Contrato de Seguros Memórias de um Inspetor de Sinistros Episódios Verídicos
Dr. José Francisco de Miranda Fontana
“Onde Deus Me Plantou, Aí Eu Devo Crescer, Dar Flores e Frutos” - Livro técnico
Quando iniciei a leitura de “O Mensageiro da Esperança”, fiquei surpresa com a facilidade que tive em compreender os “causos” narrados pelo autor, quando trabalhava na área de Regulações de Sinistros, como funcionário do IRB - Instituto de Resseguros do Brasil, como, trabalho na área de Vida e Previdência, e não possuo nenhum conhecimento no campo de auto, ramos elementares (RE), transportes, estoques, entre outros. A clareza com que Fontana narrava suas experiências deixou a leitura agradável e me propiciou um conhecimento maior, em uma área da qual eu pouco compreendo. Além disso, Fontana exerceu em mim um orgulho em trabalhar com seguros, por afirmar a importância dele para as pessoas e a nossa sociedade, de uma maneira geral: “(...), pois através de um contrato previamente firmado se elimina, ou se diminui, as conseqüências econômicas de uma morte prematura ou de um incêndio calamitoso, ou de um vendaval, inevitável, ou de um desmoronamento, ou de uma inundação, ou da queda de um avião ou naufrágio de uma embarcação, ou de simples atropelamento ao atravessar uma rua movimentada.” Excepcionalmente, Fontana com sua vasta experiência em RE, não teve nenhum “causo” no campo de Vida ou Previdência para ilustrar em seu livro de memórias, o que me deixou um pouco decepcionada, principalmente com a falta de interesse e conhecimento que a nossa sociedade tem sobre o assunto. Até hoje, com tanta informação disponível, ainda temos pessoas que preferem assegurar seus bens materiais se esquecendo que a sua vida também pode ser segurada, de uma maneira simples e que garantirá a proteção econômica de sua família, até ela conseguir se restabelecer. O seguro de vida em nossa sociedade é uma questão cultural. Não somos educados a pensar a respeito, a planejar um futuro econômico e nos precaver de uma possível perda financeira e, muito menos em deixar protegida a família, que é o nosso bem mais precioso, mesmo nos tempos atuais, muitos esquecem de que não são eternos e que não se possuí o dom de prever o futuro, de como ficará a família quando faltarmos, economicamente falando: “(...) o risco é inerente à atividade humana e existem maneiras de tratá-lo adequadamente. Se não se puder, de todo, eliminá-lo, pode-se, no entanto, adequadamente, diminuí-lo ou transferi-lo. Diminuí-lo é colocar proteção ou prevenção. Fazer seguro é transferir as conseqüências econômicas de um fato danoso para entidades especializadas em suportar riscos de terceiros, como são as companhias seguradoras.” Mesmo com a falta que senti de se comentar algum “causo” a respeito de Vida ou Previdência, gostei muito dos episódios abordados e da maneira como foram trabalhados naquele período, Fontana elucidou de forma clara e concisa os eventos ocorridos e ainda nos brinda no final de sua narrativa com um belo soneto de Camões. Recomendo a leitura desse livro de “causos”, a todos os profissionais que trabalham de forma direta ou indireta com seguros, de todos os ramos, principalmente em RE, pois, a cada fato narrado é relacionado um principio ou fundamento do seguro, como os episódios: “A Novela dos Valores em Trânsito do Banespa” – pagamento com sub-rogação de direitos; “Incêndio do Depósito da Shell” – sinistro causado por culpa de terceiros; “Incêndio na Serralheria Jesus & Cia” – Cosseguro e Resseguro; e “Incêndio na Importadora Almeida Land” – imperícia no combate às chamas. “... se fosse possível voltar no tempo, eu voltaria a ser Inspetor de Sinistro ou Corretor de Seguros para, como “Mensageiro da Esperança”, levar a instituição do seguro a quem corre riscos.”
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