O Messias -

    FABRY HEINZ JOSEF, KLAUS SCHOLTISSEK

    Loyola
    2008
    145 páginas
    4h 50m
    ISBN-13: 9788515035052
    Português Brasileiro

    Hoje os projetos que oferecem uma linha de estrutura uniforme da expectativa messiânica - que parte do antigo testamento e adentra o Novo - não podem mais ser sustentados por causa da crescente sensibilidade dos métodos exegéticos e do rico acervo dos escritos Qumaran. A interpretação bíblica científica pode apresentar uma reconstrução bastante diferenciada de expectativas messiânicas judaicas no mundo contemporâneo de Jesus. Não há um carinho reto que vai das concepções messiânicas judaicas heterogêneas a seu "cumprimento" em Jesus Cristo. As expectativas messiânicas do judaísmo primitivo podem ser entendidas como projetos de contrastes em relação às situações políticas aflitivas experimentadas nas respectivas épocas, situações a que se contrapõem antiteticamente imagens messiânicas de esperança; eis um motivo para sua pluralidade e sua contextualidade. Entretanto, a mais antiga crença no Messias do cristianismo primitivo e seu testemunho no Novo Testamento não podem ser explicados da mesma forma: a exigência de fé por parte de Jesus e o correspondente brado de fé dos primeiros cristãos provam ser um convite para crer em um messias enviado por Deus que frustra o cálculo político e o padrão de reação da época. A confissão do Messias Jesus conduz a uma nova leitura das profecias à luz da crença cristã no Messias. Essa releitura messiânica de textos bíblicos no Novo Testamento tem analogias estruturais nas interpretações bíblicas do judaísmo primitivo (especialmente Qumran). A questão do Messias foi e continua a ser o principal ponto de dissensão no diálogo judeu-cristão. "Judeus e cristãos, apesar da confissão do Messias que os separa, se unem pela esperança messiânica na cura definitiva da criação pela ação de Deus."

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