A Noite em que Jane Russel Morreu -

    Ivan Yazbeck

    Record
    1992
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 8501038563
    Português Brasileiro

    Este é o segundo livro de Ivan Yazbeck. O primeiro, o Enigma do Pássaro de Pedra, lançado em 1990, foi adotado como leitura recomendável nas aulas de Literatura. Roteirista de TV, formado por Bráulio Pedroso, escreveu seis mininovelas (Caso Verdade), levados ao ar pela TV Globo. Mas, antes de tudo, Ivanir (como é conhecido nas redações onde trabalha - Jornal do Brasil, O Globo e O Dia) é um jornalista especializado na edição gráfica de jornais diários, depois de ter exercido várias outras funções: fotógrafo, repórter, redator, diagramador e, por um tempo, crítico de cinema no JB. É também professor universitário no curso de Comunicação Social, área: edição gráfica dos jornais diários.

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    Luiz Pereira Júnior picture
    Luiz Pereira Júnior29/06/2025Resenhou um livro
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    Desilusões amorosas de um jovem revolts

    “A noite em que Jane Russel morreu”, do escritor mineiro Ivan Yazbeck, é mais um daqueles livros esquecidos nos sebos, dos quais alguém raramente escutou falar (perdoem-me a sinceridade, mais uma vez). Eu mesmo o comprei apenas pelo chamado “fator nostálgico”: em minha juventude, em começo de carreira, não tinha dinheiro para comprar todos os livros que me passaram pela cabeça e era sócio do saudoso Círculo do Livro. Ainda hoje não posso comprar todos os livros que desejo, mas tento recuperar, proustianamente, o tempo perdido. Resumo da ópera: “A noite em que Jane Russel morreu” é o relato de um rapaz de dezoito anos que vai a um baile com amigos e passa a noite inteira tentando conquistar as garotas, mas só dá vexame e fica a todo instante mergulhando em fantasias idealizadas de como tudo seria perfeito se isso ou aquilo acontecesse. É bom lembrar que a situação se passa em 1961 e as referências podem não fazer muito sentido para os leitores de hoje (drinques desconhecidos, atores famosos à época que pouco dizem nos dias de hoje), mas a situação é comum a quem quer que já tenha passado pelo desespero de fazer contato com alguém (o famoso estar sozinho em uma multidão). Mas não se engane: o livro é qualquer coisa menos melancólico, depressivo ou algo do tipo. Vale a pena a leitura? Posso dizer que sim: é uma leitura esquecível, mas agradável; saudosista, mas não nostálgica; particular, mas universal. Enfim, garantia de boas horas imaginando as loucuras que (quase) todos os jovens já fizeram (ou já imaginaram fazer)...

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