Ou a labuta do verso. Morte e Vida Severina não foi composto para maravilhar ou surpreender. Cônscio da necessidade da lapidação das próprias palavras, Melo Neto assumia publicamente que sua capacidade como literato advinham de sua força de vontade e não da inspiração. Morte e Vida Severina é um retrato do nordeste e da vida do retirante que foge da seca e acredita que o litoral lhe dará melhores condições. É a família morrendo aos poucos nas estradas poeirantes que também vai morrer da mesma forma soterrada em morros e contaminada na beira dos esgotos. Mas, é acima de tudo, uma vida de esperança. O mais triste de tudo é saber que essa obra publicada em 1955 ainda é atual. Recomendo.








