Este estudo defende o caráter público, nestes tempos de auge do privado e do mercado. A televisão é apresentada como estratégia para a mudança social, desde que responda às necessidades e expectativas dos públicos; que propicie o desenvolvimento e a visibilidade dos invisíveis no que é exclusivamente comercial; que realize novas maneiras de expressão e cidadania na telinha; e que promova a mobilização social. Alguns dos autores mais significativos do,pensamento latino-americano sobre televisão, como Jesús Martín-Barbero, Gérman Rey, Diego Portales, Valerio Fuenzalida, Nora Mazzioti, Teresa Otondo e Omar Rincón, fizeram uma reflexão plural e inovadora sobre a televisão chamada pública, num contexto marcado pela televisão privada e num cenário globalizado no aspecto econômico e tecnológico que, ao mesmo tempo, privilegia os jogos de identidades locais. Este texto aposta em um movimento latino-americano de televisões públicas, culturais e de qualidade, e apresenta propostas que permitem compreender e fazer deste meio um lugar de reconhecimento e de expressão da diversidade de sensibilidades que habitam a nossa forma de ser latino-americano.