Doce Quinta-Feira - Sweet Thursday

    John Steinbeck

    Mérito
    1957
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Cheia de humor, de profundo conhecimento da alma humana e de ternura, "Doce Quinta-Feira" é a exaltação de um grande escritor do que é nobre, forte e imortal no homem. Sequência de "A Rua das Ilusões Perdidas", mas que tem sua própria completude e não deixará desprevenido o leitor que ainda não conheça o gentil e solitário biólogo Doc, Mack e seus amigos, e outros personagens do livro anterior. Contudo, quem tenha lido o primeiro romance sobre a gente de Cannery Row perceberá que os novos personagens são fascinantes, e os antigos tão eficazmente polidos que brilham mais que nunca. O romance começa uns poucos anos depois dos eventos - ternos e bem humorados - do primeiro. Steinbeck narra o avanço de um improvável herói enquanto uma crise assustadora ameaça a companhia do biólogo. O romance centra-se nessa história, ao contrário do anterior, que tinha mais tramas paralelas. Brilha também o humor do primeiro, e a confiança na amizade e no amor, traços apaixonantes dessas histórias de Steinbeck.

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    Ana Claudia15/11/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Não sabia que precisava ler um romance escrito pelo Steinbeck até que li, novamente entregando tudo! Estou na minha empreitada de ler todos dele e até agora nada me decepcionou. Esse livro com temas muito mais leves do que Ratos e Homens ou As vinhas da ira, mas com a narração incrível. Desde Cannery Row já amava Mack e seus amigos, esse livro veio para que amasse ainda mais os personagens reincidentes (Hazel brilhou) e agora Fauna e Suzy. ' [...] nossa mente nos diz: "Trabalhei o suficiente? Comi o bastante? Amei satisfatoriamente?" Tudo isto, naturalmente, é o legado pio da maior maldição do homem, e talvez sua maior glória. "Qual o significado de minha vida, e o que pode ela significar pelo que me é ainda permitido viver?" E agora chegamos ao dardo maligno e empeçonhado: "Que contribuí eu para o livro de Deus. Qual o meu valor?" E isso não é vaidade ou ambição. Parece que os homens nascem com uma dívida que nunca poderão pagar, não importa o quanto se esforcem. Ela se amontoa em sua frente. [...] O maior talento de Doc era seu senso de ir pagando enquanto caminhava. [...] As pessoas faziam romarias ao laboratório de Doc, para gozarem do calor de sua delicada e encantadora falta de propósitos. Pois o que não pode um homem fazer que já não haja sido feito milhões de vezes antes? Que pode ele dizer, que não seja encontrado em Lao Tse ou no Bhagavad-gita ou no Profeta Isaías? É melhor sentar-se em apreciativa contemplação de um mundo, no qual a beleza será eternamente amparada pelos alicerces da feiúra.'

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