Leitura concluída:
O IMPÉRIO DOS MUTANTES, de Stefan Wul
Coleção Argonauta #107
Plano de leitura 10 Argonautas até o fim do ano (#01 de 10)
No futuro a humanidade migrou para outros planetas de nosso sistema.
A ciência é tolerada por uma hierarquia religiosa e vigiada pelos Padres-Inspetores.
Isso porque no antigo lar ela foi proibida. A Terra se tornou maldita. Deserta e despovoada, nem mesmo exaltar seu nome era permitido.
É para lá que Joachim, um mestre-biólogo é chamado. Suas experiências genéticas são constantemente vigiadas e censuradas pela Alta Prudência, cujo objetivo outro não é o de manter a ciência dentro dos limites do inofensivo.
Após se ver raptado, o sábio Joachim deixa Vênus e é levado à Terra, quase em sua totalidade alagada, onde descobre ainda existir vida.
O motivo de sua presença alí é encontrar uma solução para a morte prematura de uma criança.
Diante da chance de poder agir com liberdade, a partir daí afigura-se na narrativa a gênese de Frankenstein, onde o protagonista busca incessantemente a possibilidade de ressuscitar, de dar vida à pequena Lisa, sem coibir as consequências de sua experiência científica.
O que consegue, no entanto é conceber uma réplica. Não... Várias réplicas surgem e dão início a um crescimento embrionário acelerado.
Enquanto esses clones preocupam por demonstrar um desenvolvimento físico e formação de conhecimento fora da normalidade, a trama também evolui entre o biólogo venusiano e Martha, a responsável por trazê-lo à Terra e a mãe de Lisa.
E evolui, também, para um final apocalíptico, que aos olhos desse leitor, delineou-se como típico daqueles filmes B de FC, com direito a reflexões acerca da humanidade e seu futuro.
Um bom livro.
Agradeço ao amigo Julio Miceli pela indicação!
?Ter-se-ia o direito de tocar nas fontes sagradas da vida humana para criar um ser sem pai nem mãe.? - pag 43