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    História de Israel (Biblioteca de Cultura Histórica) -

    M. A. Beek

    Zahar Editores
    1967
    188 páginas
    6h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    2.5
    2 avaliações
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    Resenha: O autor neste livro, busca contar a História de Israel, através da explicação de todos os governos, assim como seus governantes. Mas não de uma maneira que simplesmente pareça uma repetição bíblica, mas valendo-se também de descobertas arqueológicas e textos extrabíblicos. Porém há uma grande dificuldade em se classificar a autenticidade desses textos, principalmente aos períodos que se relacionam com Moisés, e para construir a História de Israel, deve-se tomar por base todas as fontes disponíveis, fazendo nelas um exame crítico, o autor procurou apresentar uma história baseada nos relatos mais recentes, sendo a obra um resumo histórico. A parte mais importante ocorre na Palestina, que fazia parte da “Crescente Fértil”, e a fertilidade de suas terras, a situação geográfica, e o potencial econômico influenciaram na história de Israel. Os israelitas preservavam muito a memória de suas origens, dando êxito aos Patriarcas, que eram nômades pastores, mas que permaneceram a maior parte do tempo na Palestina, sendo a existência confirmada pelos inúmeros altares e pedras sagradas. Moisés é uma figura muito importante, é considerado um libertador, porém sua vida ainda é um mistério, sabe-se que viveu no tempo do êxodo israelita do Egito, mas em virtude dos poucos dados cronológicos, resolveram negar a realidade histórica dele, afirmando apenas sua referência da origem levítica, comprovando talvez que a narrativa bíblica foi “maquiada”, onde se diz que ele foi um um grande legislador e agente de Deus. Antes de ser um reino, Israel era governada por Juízes, que tinham poderes restritos a pequenas partes na Palestina, e tudo que ocorria hoje é conhecido através do Livro dos Juízes, que continha as reivindicações, lendas tradicionais que se associavam aos lugares sagrados. Israel, em certa parte de sua história, foi dominada pelos filisteus, sendo Samuel quem abriu caminho para o estabelecimento do futuro reino, distribuindo justiça e construindo um grande altar em veneração ao Senhor. Samuel era juiz quando o povo manifestou a necessidade de um rei como governante, então ele ungiu Saul, que era filho de uma família tradicional e respeitável, e que juntamente com seu filho Jônatas, e um pequeno exército, libertaram a Palestina dos filisteus. Quando Saul disse que estava com a alma inquieta, foi-lhe enviado ao seu reino, Davi que com sua harpa afastaria os males do rei, e diz a lenda que ele derrotou o gigante Golias com apenas sua audácia. Em virtude de sua grande amizade com Jônatas, eles fizeram por assim dizer um pacto de irmandade, que levou Davi ao poder. Davi foi sucedido por seu filho Salomão, que teve um reinado com poucos conflitos e tragédias, reunindo muitos tesouros em Jerusalém, e é lembrado hoje como um homem de muita sabedoria. Em seguida, temos Roboão, que ao assumir o poder, aumentou a divisão entre os reinos sul e norte, enfraquecendo Israel em virtude dos conflitos internos. O Império Persa se desenvolveu em uma enorme região, e os seus reis governaram toda a Palestina, Jerusalém era considerada uma capital persa, deram autonomia mas não independência a Judá e eles tiveram dificuldade em aceitar a dependência a um povo estrangeiro. Após a decadência do Império Persa, Esdras e Neemias tentaram obter autonomia sobre Judá, e obtiveram êxito, o Império Persa também abriu caminho para os gregos. Após a morte de Alexandre Magno Jerusalém foi cedida aos Ptolomeus. E durante “A Guerra dos Macabeus”, um conflito entre judeus piedosos e governantes Macabeus, do domínio Romano, deu-se a destruição de Jerusalém, então os Judeus se concentraram nos países do Mediterrâneo, mas revoltas contra os romanos e a população local eram freqüentes, templos foram fechados, alguns explicam que ocorrerem também pelo edito de Adriano contra a circuncisão, e outros afirmam que foi a decisão de Adriano de reconstruir Jerusalém. No colapso da revolta de 135 D. C. Israel deixou de ser uma nação e em 14 de maio de 1949 o país virou um estado judeu.

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