Aventuras na História Nº 51 (Novembro de 2007) - China Imperial

    Abril

    Abril
    2007
    66 páginas
    2h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

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    Novembro de 2007

    Curiosa a história do "Trem das Onze", de Adoniran Barbosa. A ferrovia foi construída no século 19, como linha temporária para instalar e levar dutos d'água da Serra da Cantareira para o centro de São Paulo. Não tinha estrutura para passageiros e mesmo assim, com o encerramento da atividade inicial prevista, foi usada no transporte coletivo até ser desativada em 1965, um ano depois da famosa música ser composta. A razão estava na tecnologia ultrapassada, que espalhava fuligem sujando ou queimando as roupas dos passageiros. Adoniran Barbosa usou licença poética na referência, citando a ferrovia porque estimulou o crescimento de comunidades como Jaçanã, fazendo parte do cotidiano dos moradores. O Dito e Feito trouxe a origem de "segurar vela", expressão usada na atualidade para denominar solteiro que acompanha casais. Remete à França medieval, quando os senhores levavam serviçais para seus aposentos para segurarem castiçais para iluminar o local, enquanto acontecia o rala e rola. Deveriam ficar segurando as velas de costas... Eu, hein! Tem mais coisa aí, pois não seria mais fácil simplesmente colocar os castiçais em algum lugar fixo! "Império sem fim" (capa) trouxe breve história da China. O que chamou mais atenção, em minha leitura, foram os aparatos, invenções e recursos que o império detinha. No século 15, por exemplo, tinha a maior e melhor frota de navios do mundo e, desde antes de Cristo, dominava tecnologias desconhecidas na Europa. Acredito que faltou elucidação sobre o porquê não dominaram o mundo de seu contexto. Talvez tenha correlação com a cultura que privilegiava o isolamento... "Senhora sem procedência" abordou a história de Chica da Silva. Uma inverdade propagada por filme e novela é que teria ficado pobre com a saída do Contratador de Diamantes do país. Outra curiosidade é que a mulher teve 15 filhos, e um deles teria participado da Inconfidência Mineira. Será? "Os dentes do ofício" foi a reportagem que mais gostei, com breve história da Odontologia. Destaque para as ilustrações, que dão impressão do leitor ser o paciente. Entre as curiosidades, a informação do ofício ter sido originalmente desenvolvido pelos padres, até serem proibidos pela igreja, sendo a lacuna preenchida então pelos barbeiros. Tiradentes, além de mártir da pátria, era considerado excelente dentista (especializado na confecção de dentes postiços). Gostei também de "Na esquina do mundo", com a história de Bartolomeu Dias e a conquista do Cabo da Boa Esperança. Segundo o texto, só não se tornou pioneiro no caminho para as Índias em outra expedição (proeza alcançada por Vasco da Gama) porque o rei que lhe era favorável acabou falecendo. Vale a conferida também em "Um herói em Ruanda". Entrevista com Paul Rusesabagina , que conseguiu salvar várias pessoas da etnia Tutsi do genocídio feiro pelos Hutus em 1994. História que deu origem ao filme Hotel Ruanda. As razões do extermínio foram políticas e a realidade foi muito mais impactante do que a dramatização no cinema.

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