Aventuras na História Nº 55 (Fevereiro de 2008) - Por dentro da CIA

    Abril

    Abril
    2008
    66 páginas
    2h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Segundo a reportagem de capa, as 7 vezes que o serviço secreto americano mudou o destino da humanidade.

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    R .11/01/2020Resenhou um livro
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    Fevereiro de 2008

    - "Sinagogas na floresta" Aborda a vinda de judeus da África, principalmente de Marrocos, para a Amazônia no século 19, em razão das constantes perseguições sofridas. O cenário era atrativo por ser terra promissora com o ciclo-da-borracha, o país ter aberto os portos para as nações a partir de 1808 e também haver acordo de Portugal com a Inglaterra (Tratado de Aliança e Amizade, de 1810) que, teoricamente, permitia liberdade religiosa. A reportagem ficou em paralelo à vinda da corte portuguesa em 1808, com história não muito conhecida, mas também importante. As famílias que aqui chegaram padeceram com a adaptação e muitas faleceram por endemias. Entretanto, a vinda foi intensa ao longo do século, deixando muitos descendentes. A reportagem ilustra com fotos interessantes. Segundo o texto, os primeiros regatões da Amazônia (barcos de comércio ambulante) tiveram o pioneirismo dos judeus. Pena a reportagem ser bastante limitada... Merecia capa, com mais detalhamentos. Gostaria... Deixo em registro "Eretz Amazônia", livro de Samuel Benchimol sobre essa história ainda pouco explorada. - 'Na garras da águia' Reportagem de capa, com contexto que é atual, sobre a influência dos EUA entre as nações, buscando vantagens lucrativas. O destaque é o serviço de espionagem norte-americano (CIA) criado a partir da segunda guerra mundial no advento da chamada guerra fria. A organização não ficou apenas no âmbito da espionagem e interferiu sorrateiramente nos rumos de vários países, instigando e apoiando líderes e governos. Muitos se tornaram ditaduras ferrenhas, desumanas em termos práticos, em que os norte-americanos fechavam os olhos para suas atrocidades, desde que tivessem vantagens com o que ocorria (leia-se servilismo econômico e a América Latina que o diga, nos muitos exemplos). Interessante também o revés, quando aliados de momento se tornaram ferrenhos inimigos estadunidenses. Estes, em manobras escusas, haviam recebido treinamentos, armas e patrocínio aos grupos em que militavam. Foram citados: o Aiatolá Khomeini (aliado na deposição a governante do Irã, em 1953, que tinha política, entre outros fatos, de nacionalização de empresas de petróleo); Bin Laden (aliado no Afeganistão contra o domínio russo) e Saddam Hussein (financiado na luta contra o Irã). "Páginas Amarelas" Olha quem voltou! Pensei que tinham limado a seção, que dessa vez trouxe a arretada Carlota Joaquina. Como é de supor, uma entrevista inusitada, onde se destaca sua impulsividade e caracterização de gênio iracundo, dado ao poder e, segundo o texto, um tanto assim, digamos, meio tarada. Acho que a seção foi mais humorística que histórica. E dessas aventuras esse é o fim.

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