Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores274
    • Similares1

    Operação Shylock -

    Philip Roth

    Companhia das Letras
    1994
    358 páginas
    11h 56m
    ISBN-10: 8571643725
    Português Brasileiro
    4
    59 avaliações
    Leram97Lendo9Querem164Relendo0Abandonos4Resenhas3
    Favoritos2Desejados164Avaliaram59

    O que você faria se um sósia se apropriasse de seu nome, usurpasse sua biografia e saísse pelo mundo fingindo ser você? Philip Roth, um dos grandes escritores americanos da atualidade, viveu essa experiência em 1988, ao deparar em Israel com um duplo de si mesmo, cuja autoproclamada missão era levar de volta à Europa os judeus israelenses. É este episódio insólito que ele narra em Operação Shylock, livro inteligente e originalíssimo, a um só tempo divertido e recheado de suspense, terrível e esclarecedor, em que questões como a condição judaica e o destino dos judeus são discutidas de forma instigante e polêmica.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    Aguinaldo Medici Severino picture
    Aguinaldo Medici Severino19/01/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Operação Shylock

    Escrever sobre Philip Roth é sempre uma experiência gratificante. Um sujeito que consegue de forma tão direta, mas elegante, atingir nosso estômago e nosso cérebro simultaneamente é sempre algo de se admirar. Este operação Shylock é mesmo um livro bom. Comprei em uma bienal do livro paulista, uma edição bela com guardas e sobrecapa de plástico muito bonita, mas só agora coube-me lê-lo. Publicado quando o autor já estava com 60 anos, senhor de todas as técnicas literárias e com o corpo repleto de experiências limite, eis que Roth resolve discutir um tanto mais profundamente o tema mais sagrado de todos para um judeu: a existência em si do estado de Israel. Roth não poupa substantivos em sua vibrante e vertiginosa análise do judaísmo e do sionismo. Desta feita ele usa a figura do duplo, do doppleganger, símile que sempre foi muito usado para fins literários. Roth, um escritor tranquilo após passar pelas confusões de um ataque cardíaco, do diagnóstico de um possível câncer, de uma separação difícil, descobre que um outro Roth está em Israel defendendo uma nova diáspora judaica, uma diáspora as avessas, de forma que todos os judeus europeus que emigraram para a palestina após a segunda grande guerra deveriam voltar para seus países de origem (alemanha, aústria, polônia, ucrânica, rússia, etc e tal). Com este mote e utilizando uma técnica onde a própria obra parece ganhar autonomia física em relação ao autor ele discute à exaustão seu leque de temas habituais: sexo, câncer, judaísmo, fama, psicanálise. Ele explicita de um jeito radical sua técnica narrativa e isto em si já é um truque literário difícil de ser emulado. Este ano é mesmo o ano da metalinguagem e dos livros onde a metalinguagem é norma (Reparação, Patrimônio, Mentiras, Montalbán). Há trechos do livros que são factuais: uma conversa com um escritor israelense e a descrição do julgamento de um antigo colaborador dos nazistas capturado nos Estados Unidos. As versões se cruzam, como tiros em um território ocupado. A memória do homens se confunde com os fatos. No livro Roth torna-se progressivamente mais paranóico quando o tema chega na definição do que é mesmo terrorismo de estado e na sutil diferença entre o sionismo e o semitismo. O jogo de espelhos entre autor e personagens segue até o final. Mais que polêmico o livro é profético, pois escrito no início dos anos 1990 suas reflexões não poderiam ser mais certeiras hoje, quando vemos a situação da Palestina ainda pior e mais incerta do que naquela época. Não há mesmo remissão possível, parece dizer-nos Roth, para quem tem mantêm, permanentemente, o dedo no gatilho de uma Uzi. A condição judaica e mesmo o destino possível dos judeus e do judaísmo devem a Roth uma seminal contribuição. A curta nota ao leitor do final (uma espécie de capítulo extra) embaralha uma vez mais o jogo e deixa ao leitor a responsabilidade por uma cota honesta de reflexão. A frase que mais me marcou é dura, mas fundamental para um aprendiz de escritor: "Você não é um escritor antes de enfrentar seus fantasmas mais entranhados". Vale. "Operação Shylock, uma confissão", Philip Roth, tradução de Marcos Santarrita, editora Companhia das Letras, 1a. edição (1994) brochura 14x21cm, 355 pág. ISBN:85-7164-372-5

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 59
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas39%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas2%
    Philip Milton Roth profile picture

    Philip Milton Roth

    Foi um escritor norte-americano de origem judaica, considerado um dos maiores escritores norte-americanos da segunda metade do século XX, conhecido sobretudo pelos romances, embora também tenha escrito contos e ensaios. Sua obra é marcada por tramas intrincadas com alter-egos e vidas alternativas que exploram aspectos da identidade judaica e americana. Roth foi vencedor de diversos prêmios literários importantes, incluindo o Prêmio Pulitzer (1998), National Medal of Arts na Casa Branca (1998), a Gold Medal in Fiction (2002), a maior distinção da American Academy of Arts and Letters. Recebeu duas vezes o National Book Award e o National Book Critics Circle Award, e três vezes o prêmio PEN/Faulkner. E, em 2011, ganhou o Man Booker International Prize. Grande parte da obra de Roth explora a natureza do desejo sexual e a autocompreensão.

    67 Livros
    363 Seguidores
    Nova Jersey, EUA

    Philip Milton Roth