Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores185
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Um Safado Em Dublin -

    J. P. Donleavy

    L&PM Pocket
    2011
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788525424860
    Português Brasileiro
    3.5
    51 avaliações
    Leram78Lendo10Querem84Relendo0Abandonos13Resenhas3
    Favoritos7Desejados84Avaliaram51

    Um safado em Dublin é um clássico da transgressão. Uma narrativa fulgurante e frenética contrastando com a paisagem cinzenta da Irlanda. Sebastian Dangerfield, o fascinante canalha, protagonista desta história, circula num mundo de delírio, pobreza e de personagens insólitos, que contracenam no período difícil do pós-guerra. Como Joyce, J.P. Donleavy cria essa mistura estimulante de humor e ironia, de exasperação sexual e profundidade crítica que torna para sempre memoráveis os feitos de seus heróis. Dangerfield é a figura cômica e patética, canalha e sublime, sórdida e pura que nos revela, ao mesmo tempo, a grandeza e a miséria da condição humana.

    Resenhas (3)Ver mais
    Roberto Palazo picture
    Roberto Palazo27/12/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Sebastian Dangerfield é um americano com residência em Dublin. Filho de uma rica família americana, casado e com uma filha, ele estuda direito e tem o sonho de se tornar um grande advogado. Resumir a história deste homem desta forma seria um grande erro, não apenas pela simplicidade do relato que retrata um homem comum, mas também porque Sebastian tem um estilo de vida transgressor que ao mesmo tempo gera indignação e é apaixonante. O protagonista do livro Um Safado em Dublin, escrito por J. P. Donleavy e lançado pela Editora L&PM, é daqueles personagens que marcam pela confusão proporcionada ao leitor. No meu caso, o livro fora largado algumas vezes por pura indignação das ações de Dangerfield e logo depois era resgatado e devorado, simplesmente por que eu precisava saber seus passos e vivenciar por alguns dias sua condição de vida miserável e delirante. O livro passa-se na cidade de Dublin, na Irlanda, no período pós-guerra e este fato poderia justificar as ações de Dangerfield como uma fuga daqueles terríveis anos. Mas o fato é que este período quase não é citado no livro, estando subentendido na narrativa, sendo desnecessário qualquer justificativa para as ações do personagem que dão a obra um tom atemporal. Dentre as ações de Sebastian é fácil identificar alguns atos imorais, que geram indignação e ao mesmo tempo são aceitos pelo leitor após ouvir as justificativas desconjuntadas do protagonista. Bebedeiras contínuas, empréstimos esquecidos, itens pessoais e de terceiros penhorados, traições e roubos que eram justificados sempre das maneiras mas estranhas, mas que logo convenciam aqueles que se relacionavam com Sebastian, e por que não dizer ao próprio leitor. Algumas explicações eram ligadas a família, religião e a Deus. Sempre que sua esposa Marion começava uma briga com Dangerfield, este logo pedia trégua, paz e que fossem amigos por uma manhã independente das suas ações. Um desses episódios acontece quando Marion questiona o marido da sua falta de banho, e este responde que estava cultivando a vida natural e o culto ao espírito algo absurdo, patético e ridicularmente irônico. Ao lidar com religião, este falava de modo respeitoso e subversivo, além de encarar Deus como um ser cheio de defeitos que o colocara naquela condição. Justificativas que por beirarem o absurdo geram um conflituoso divertimento durante a leitura. O divertimento também é visível na descrição de algumas personagens. A esposa Marion tinha pelos em torno dos mamilos, a recatada senhora Frosty de curvas pouco acentuadas era um bom partido, a ingênua Mary tinha seios fartos e fogo incontrolável e o amigo celibatário, que era atraído e fugia de mulheres bonitas e tramitava pela homo e heterossexualidade enquanto não saía de sua condição. A narrativa é outro ponto marcante e fundamental do encantamento do livro. A maioria dos parágrafos começam com uma narrativa em terceira pessoa e no meio, quase como um furto, o protagonista assume o relato dos fatos como se não estivesse gostando do narrador impessoal e deseja substituí-lo por sua própria visão ou então que o escritor é o próprio protagonista e que tramita entre dois mundos, o do narrador impessoal e do louco personagem. Tal desconcertante estilo, ignorando qualquer regra gramatical, dá o tom de uma história totalmente dialogada em um ritmo alucionante, delirante e quase alucinógeno. Enfim, Um Safado em Dublin é um daqueles romances que te pegam de assalto. A narrativa totalmente composta por diálogos dá o tom alucinante que caracteriza Sebastian Dangerfield. Louco, delirante, canalha, amoral e apaixonante, o protagonista desperta o pior e o melhor da condição humana ao vivenciar um estilo de vida transgressivo e superando os problemas de um modo trágico e cômico, que gera no leitor um conflito de sentimentos e sensações que tornam o livro de J. P Donleavy simplesmente fascinante. Em tempo, Johnny Depp é apaixonado pelo livro e comprou seus direitos autorais para o cinema. Então, em breve, poderemos ter o famoso ator no papel do fascinante transgressor de Dublin. Um Safado em Dublin Título Original: The Ginger Man Autor: J. P. Donleavy Tradução: Mário Mascherpe 336 páginas Preço Sugerido: R$ 19,50

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 51
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas4%
    James Patrick Donleavy profile picture

    James Patrick Donleavy

    J. P. Donleavy (1926-2017) foi um escritor e dramaturgo irlandês nascido nos Estados Unidos, cujas obras são conhecidas por seu senso de humor grosseiro e por personagens que permanecem profundamente ligados à vida, apesar de suas falhas. Seu romance mais conhecido é The Ginger Man (1955), que foi banido tanto na Irlanda quanto nos Estados Unidos por obscenidade. É um livro denso, com uma narrativa de fluxo de consciência que entra e sai da primeira e terceira pessoas, narrando as aventuras, em amor e licor, de um libertino simpático, Sebastian Dangerfield. Já vendeu 45 milhões de cópias em todo o mundo e nunca ficou esgotado. Novos romances continuaram a desenvolver o mesmo estilo de prosa aliterativo. A trilogia sobre as desventuras de um vagabundo irlandês começou com THE DESTINIES OF DARCY DANCER, GENTLEMAN (1977) e continuou com LEILA (1983). A história de SCHULTZ (1979) continuou em ARE YOU LISTENING, RABBI LÖW (1987), que narra os ensaios incessantes de Schultz com mulheres e dinheiro e foi amplamente criticada por sua vulgaridade e uso de estereótipos judeus e femininos depreciativos. A mulher que gostava de banheiros limpos (1997) é um conto satírico de uma mulher de meia-idade, deprimida e ex-rica, obcecada com propriedade. Os outros trabalhos de Donleavy incluem A SINGULAR COUNTRY (1989), uma crítica humorística e mordaz da Irlanda moderna, e The History of the Ginger Man (1994), que narra, com exagero característico, os desafios de escrever e publicar seu romance mais famoso.

    2 Livros
    0 Seguidor
    NY, EUA

    James Patrick Donleavy