Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas9
    • Leitores254
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A Máquina de Joseph Walser -

    Gonçalo M. Tavares

    Editorial Caminho
    2005
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9789722116206
    Português Brasileiro
    4.3
    86 avaliações
    Leram144Lendo5Querem105Relendo0Abandonos0Resenhas9
    Favoritos3Desejados105Avaliaram86

    Gonçalo M. Tavares é uma das figuras-chave da literatura portuguesa atual. Entusiasticamente elogiado por José Saramago por seu impressionante domínio da língua - "não tem o direito de escrever tão bem aos 35 anos: dá vontade de lhe bater", afirmou o prêmio Nobel em 2005 -, Tavares possui uma extensa obra, incluindo romances, teatro e poesia. O romance integra a tetralogia O Reino, dedicada ao mal, e é escrito numa prosa cuja habilidade narrativa é apenas superada pela desenvoltura com que Tavares combina ficção e investigação filosófica. O pacato funcionário Joseph Walser leva uma vida previsível, enquadrada pelos movimentos repetitivos da máquina industrial que opera. Nem mesmo a guerra é capaz de afetar a estabilidade de seu cotidiano. Entretanto, Walser tem uma paixão secreta: a enorme coleção que mantém fechada à chave, protegida até mesmo dos olhares de Margha, sua calada mulher. Pela propriedade com que trata de temas universais como o poder, a morte e o acaso, A máquina de Joseph Walser merece ser comparado a obras-primas perturbadoras como Auto-de-fé, de Elias Canetti, e O processo, de Franz Kafka.

    Resenhas (9)Ver mais
    Berttoni Licarião picture
    Berttoni Licarião02/05/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Leitura 27 de 2021 A máquina de Joseph Walser [2004] Gonçalo M. Tavares (Portugal, 1970-) Cia. das Letras, 2010, 166 p. Segundo volume da tetralogia “O reino” — composta por “Um homem: Klaus Klamp” (I), Jerusalém (III) e Aprender a rezar na era da técnica (IV) — “A máquina de Joseph Walser” se mantém no mesmo espaço-país-cidade onde tem lugar o primeiro livro, mas, diferente daquele, começa meses antes do início da guerra. Ainda que algumas personagens de Klaus Klump sejam mencionadas, a apreciação deste romance de maneira alguma depende da leitura da primeira obra da tetralogia. Como já foi dito no post anterior, são narrativas independentes que podem ser lidas individualmente ou em qualquer ordem. Enquanto em Klaus Klump acompanhamos uma personagem envolvida com a resistência armada, Joseph Walser é aquilo que nós podemos chamar de típico isentão. Contanto que seu trabalho mecânico possa ser feito da mesma forma todos os dias e sua curiosa coleção mantida, Walser pouco se importa se o país está em guerra ou o quê reivindicam qualquer um dos lados do conflito. Casado e sem filhos, traído pela mulher e, por sua vez, também infiel, trata-se de uma criatura absolutamente cooptada pela lógica da produção, do desempenho e da alienação, até o momento crucial em que um acidente com sua máquina introduz um corte em sua “ingenuidade absolutamente sensacional”. Da maneira como é descrita no livro, a relação de Walser com sua máquina é espantosa de tão doentia (me lembrou a Keiko de Querida Kombini). Com o distanciamento necessário, no entanto, não é nada diferente do que vemos hoje entre algumas pessoas e seus trabalhos ou ferramentas de produção. O acidente revela que sua indiferença ao mundo, antes caracterizada como “uma melancolia infiltrada nos sentimentos da eficácia” nasce, na verdade, de “um ódio dirigido a todos e a cada um dos indivíduos com quem a sua existência se cruzava”. Walser deseja ser deixado em paz com sua coleção “inútil, absurda, secreta”, triste retrato de uma classe de pessoas para as quais o mundo não passa de um estorvo à ilusória alegria de suas pequenas engrenagens desumanizadoras. #gonçalomtavares #livros #resenha #companhiadasletras

    12 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 86
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas44%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
    Gonçalo Manuel Albuquerque Tavares profile picture

    Gonçalo Manuel Albuquerque Tavares

    Nasceu em Luanda, em 1970, tendo ido logo a seguir para Portugal. Premiado e elogiado pela crítica, estreou em 2001 com <i>Livro da dança</i>., e vem se firmando como uma das maiores vozes do romance português contemporâneo, sendo elogiado por escritores como José Saramago e considerado pelos críticos como um "Kafka português". De sua autoria, já foram publicados no Brasil ,<i>O homem ou é tonto ou é mulher</i>, <i>1</i>, <i>O senhor Valéry</i>, entre outros. Autor de uma obra prolífica que desde sua estreia, em 2001, já alcançou o impressionante número de 27 títulos.

    82 Livros
    100 Seguidores

    Gonçalo Manuel Albuquerque Tavares