Há obras que clamam por destaque, e esta é uma delas. "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer" é uma joia na coleção "1001 Coisas Para Fazer Antes de Morrer".
Diferente dos demais, este livro cativa com suas trilhas sonoras. A experiência é envolvente, e justifica a compra nas primeiras 50 páginas, que nos levam aos anos 50, dominados pelo Jazz e Swing. Encontrei artistas e músicas excepcionais enquanto lia suas histórias. À medida que avancei nas décadas, mais álbuns tive para explorar. Reconheci canções que sempre ouvi, discos adiados e bandas esquecidas, além de preciosidades desconhecidas.
O livro peca por alguns defeitos. Não detalha os músicos que compõem as bandas e nem sempre as faixas selecionadas e os comentários relacionados são os melhores, mas são ninharias comparado ao que oferece. Para mim, foi enriquecedor. Apresenta a história musical, da década de 50 até 2007, me aproximou da importância dos artistas e suas obras, e expandiu as minhas playlists em vários géneros.
Portugal tem em Mísia e, como não poderia deixar de ser, os inevitáveis Madredeus como representantes. Também descendentes talentosos, entre os quais Nelly Furtado e Jay Kay dos Jamiroquai. O Brasil conta com vários, qualquer coisa como uma dúzia. O livro inclina-se ao mundo anglo-americano, o que não deixando de ser justo, é manifestamente exagerado. Decerto há obras de outras culturas bem mais interessantes que muitas encontradas aqui.
A música transcende barreiras e enriquece nossas vidas. Este livro é um tesouro que merece um lugar de destaque em qualquer estante. Uma obra que nos proporciona múltiplas sensações e leva em uma viagem única, exatamente como gosto, por essa razão a minha recomendação.