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    O Mago -

    Fernando Morais

    Editora Planeta
    2008
    632 páginas
    21h 4m
    ISBN-13: 9788576653608
    Português Brasileiro
    4
    988 avaliações
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    Favoritos69Desejados572Avaliaram988

    A incrível história de Paulo Coelho, o menino que nasceu morto, flertou com o suicídio, sofreu em manicômios, mergulhou nas drogas, experimentou diversas formas de sexo, encontrou-se com o diabo, foi preso pela ditadura, ajudou a revolucionar o rock brasileiro, redescobriu a fé e se transformou em um dos escritores mais lidos do mundo. Fernando Morais, o autor que ajudou a fundar a biografia como gênero literário no Brasil, volta sua verve investigativa para o personagem brasileiro que se converteu no grande mito de nossa história recente: Paulo Coelho - um escritor universal que alcançou a astronômica marca de 100 milhões de livros vendidos e a façanha de ser o autor vivo mais traduzido de todo o Planeta. "O Mago" é a eletrizante trajetória do popstar requestado por príncipes, xeiques, rainhas e presidentes. Uma história com que nem os roteiristas mais criativos seriam capazes de sonhar.

    Edições (3)

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    Letícia Gomes picture
    Letícia Gomes05/09/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Paulo Coelho – O Sucesso de mãos dadas com a Crítica

    Nunca havia entendido claramente, por que o escritor que eu mais adoro ler, sempre foi tão criticado neste país. Muitas pessoas já me disseram que não gostavam de seus livros, e quando eu perguntava qual elas haviam lido, me surpreendia ao ouvir: Nenhum! Então por que tanta antipatia atribuída gratuitamente? Este foi um dos motivos que me fez sofrer de amor a primeira vista - num estante da 21º Bienal do Livro, no Anhembi – e comprar o livro chamado “O Mago” escrito pelo jornalista e escritor Fernando Moraes. Talvez seja a biografia mais esclarecedora que já li. É verdade, Paulo nunca foi um santo, usou e abusou das drogas, encorajou pessoas a entrarem nesta onda, criou a Sociedade Alternativa juntamente com Raul Seixas (mas o que poucos sabem), é que ela nada mais era do que uma invocação ao demônio. Teve várias mulheres, das quais por algumas sofreu por amor, e outras tantas não passaram de simples companhia no caminho da vida. Foi internado no manicômio pelos pais, quando era adolescente, e por motivos exagerados, passou por várias sessões de eletro choque, sem que isso fosse verdadeiramente necessário. Foi privado de viver, e de ter a chance de abraçar seu maior sonho, o de ser escritor. Mas isso talvez tenha o motivado ainda mais. Seus pais eram muito severos, queriam que ele seguisse uma carreira ao menos próxima do pai, que era um rígido engenheiro. Mas o que Paulo queria era absolutamente ser escritor. Escreveu diários intermináveis contando quase tudo que acontecia em sua vida. Diários que foram abertos ao livro, e tem vários trechos importantes publicado nele. E pra quem imagina que as coisas foram fáceis pra ele, afirmo que não foram. Começou fazendo teatro infantil, e teve que bater em muitas portas pra chegar pelo menos perto do seu sonho de escrever. Acabou se destacando no teatro e começou a escrever peças, e foi aí que a crítica começou a carnificina. Deu aula de teatro, onde divulgava de forma indireta a seita O.T.O. Ficou fascinado com leituras satânicas, talvez pelo fato de ser tabu, (como hippie, acredito que buscava um motivo que chocasse a sociedade). E acabou se aprofundando neste buraco negro. Até o dia em que teve um encontro com o Demônio, e não foi uma visita cordial, e nunca mais ele quis saber sobre essas coisas. Mas como sempre teve esse lado místico, anos depois acabou conhecendo o Mestre Jean, que o introduziu nos caminhos da bruxaria. Mas em meio a parceria com Raul Seixas, a quem ele chama de “inimigo íntimo”, acabou sendo prezo pela ditadura, e por um pouco não se tornou mais um dentre os muitos desaparecidos desta época. Neste ponto acredito cegamente, que ele veio a este mundo para cumprir está missão de escrever, e não sairia dele sem cumpri-la. Mas pra quem pensa que a vida dele era apenas de drogas e rock and roll, está muito enganado, ele devorava os livros, de todos os gêneros, aproximadamente 90 por ano. Perseguindo o sonho de ser escritor, travou muitas batalhas, em tantas se saiu mal, mas não desistia de ir em frente. Mesmo passando por crises fortíssimas de depressão, e pensando em suicídio. O que reforça minha tese de que ninguém é feliz sozinho, foi que com quase 40 anos conheceu sua atual esposa, na qual estão juntos há mais de 25 anos, e foi só depois de conhece-la que as coisas começaram a desenvolver na carreira de Paulo. Ela era o equilíbrio que sempre lhe faltará pra chegar onde queria. Após alguns livros que nem merecem ser citados, ele escreveu seu 1º sucesso, “O diário de um Mago”, após fazer a peregrinação no caminho de Santiago – no Chile. E a crítica arrasou o seu livro em todos os possíveis jornais. Mas isso nem passou perto das livrarias que vendiam números incríveis. E assim sucedeu em quase todos os seus livros, sucessos arrasadores se multiplicando por todo o mundo, e os críticos brasileiros sem trégua massacrando cada um de seus livros. O motivo de eu tentar resumir, quase de maneira impossível, sessenta anos de vida que já foram resumidos em 630 páginas, nesta humilde resenha, não é pra divulgar os livros do Paulo Coelho, mas provar como a mídia influencia nossas vidas e gostos. Esforço esse que poderia ser em grande peso usado para incentivar a leitura, mas não é interessante um país de leitores pra muita gente poderosa que vive por aqui. E poucos sabem o poder que tem um livro na educação e no nível de cultura que há dentro de cada pessoa. Não importa se for rico ou pobre, basta conversar com quem lê e com quem não tem esse hábito, e sentir nitidamente a diferença que existe no modo de falar, d expressar suas idéias, de impor seus conceitos e afirmar seus ideais. Um livro não forma seguidores de bruxaria, seitas, seguidores do Bispo Macedo ou Allan kardec, mas constrói uma mente pensante, capaz de avaliar com mais clareza esse caldeirão maluco que se tornou o mundo onde vivemos. Mentes questionadoras, que não se contentam em basear suas convicções pela opinião de um e outro, mas que se baseiam no conhecimento puro e genuíno adquirido ao longo da vida. Mentes revolucionárias, que estão cansadas de tanto papo furado de novelas (que roubam nossa inteligência pouco a pouco) e nos transformam em seguidores da Rede Globo. Eu leio Paulo Coelho porque seus livros me fazem sonhar, refletir em conceitos nunca antes vistos, e nem por isso pretendo ser feiticeira. Vou ler um livro falando sobre Maçonaria sem jamais querer me associar a isso, pelo simples fato de querer aprender sobre isso, ter conhecimento sobre algo que poucos têm. E o prazer da leitura está aí, em poder conhecer qualquer assunto, basta escolher. Meus queridos, vamos nos excluir deste rolo compressor que é a sociedade mascarada de mídia, e trabalhar nossas mentes em prol do que é verdadeiro. Sem manipulação, questionando cada coisa errada que vemos ao nosso redor. Só assim poderemos começar a construir algo de bom, num lugar corrompido por tamanha falta de caráter que se tornou este planeta. E criticar sim, mas aquilo que conhecemos, e não porque alguém nos disse que era ruim. Porque o sucesso de alguém sempre causará mais inveja do que admiração. Letícia Gomes

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    Fernando Gomes de Morais

    Fernando Morais nasceu em Mariana-MG em 1946. É jornalista desde 1961. Trabalhou nas redações do Jornal da Tarde, Veja, Folha de S. Paulo e TV Cultura. Recebeu três vezes o Prêmio Esso e quatro vezes o Prêmio Abril de Jornalismo. Foi deputado estadual durante oito anos (pelo MDB-SP e depois pelo PMDB-SP) e secretário da Cultura (1988-1991) e da Educação (1991-1993) do Estado de São Paulo. É autor dos roteiros das minisséries documentais Brasil 500 Anos e Cinco dias que abalaram o Brasil, exibidas pelo canal GNT/Globosat. Escreveu, entre outros livros, Transamazônica (Brasiliense, 1970, com Ricardo Gontijo e Alfredo Rizutti), A Ilha (Alfa-Omega, 1975, reeditado pela Companhia das Letras em 2001), Olga (Alfa-Omega, 1985, reeditado pela Companhia das Letras em 1993), Chatô, o rei do Brasil (Companhia das Letras, 1994), Corações sujos (Companhia das Letras, 2000), Cem quilos de ouro (Companhia das Letras, 2002), Na toca dos Leões (Planeta, 2004) e Montenegro (Planeta, 2006). Tem livros traduzidos em dezenove países. Em 2001 Corações sujos recebeu o Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Não-Ficção. Em 2004 Olga foi transformado em filme pelo diretor Jayme Monjardim, tendo sido visto por mais de cinco milhões de espectadores e indicado pra representar o país no Oscar de 2005. É membro do Conselho Político do jornal Brasil de Fato e do Conselho Superior da Telesur, TV pública latino-americana sediada em Caracas, Venezuela. É membro da Academia Marianense de Letras, onde ocupa a Cadeira nº 13, que teve como primeiro titular o presidente Tancredo Neves.

    21 Livros
    202 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Fernando Gomes de Morais