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    No bosque da noite -

    Djuna Barnes

    Codex
    2004
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-10: 8575940287
    Português Brasileiro
    3.9
    44 avaliações
    Leram59Lendo5Querem330Relendo0Abandonos1Resenhas5
    Favoritos7Desejados330Avaliaram44

    Obra-prima da escritora americana Djuna Barnes, No bosque da noite tornou-se um livro cultuado por diversos escritores logo após seu lançamento em 1936. Já no prefácio, o editor e poeta T. S. Eliot destacava “a grande realização de um estilo, a beleza das frases, o brilho do espírito e da caracterização, e uma qualidade de horror e perdição muito proximamente ligada à da tragédia elisabetana.” Outros autores fizeram parte desse coro, como James Joyce, Graham Greene e Dylan Thomas. Barnes conta, neste livro, a história do tumultuoso amor entre Nora Flood e a jovem e excêntrica Robin Vote. Mas para isso a autora retrata de forma quase que dramática a vida de uma sociedade em decadência e que viu sua identidade aos poucos se esboroar.

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    Cybelle Linard Rezende picture
    Cybelle Linard Rezende24/04/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "a todo homem deveria ser concedido um dia, e um machado, para desafogar seu coração"

    Dizem que Djuna Barnes repartiu a sua própria alma em cinco ou seis pedaços e cada um virou um personagem de No Bosque da Noite. É essa a habilidade que eu mais invejo em um escritor. Se tentasse escrever sobre o enredo, ou sobre os personagens, não saberia por onde começar. Nada é muito detalhado e, no final das contas, o que importa são as coisas que eles nos contam, que Djuna nos conta por meio deles. São as observações de uma mulher incrível que nasceu em 1892 e morreu em 1982, exorcismos que transformou em versos neste livro de 1936. Relendo esta obra, entendi como minha primeira leitura foi prejudicada pela inexperiência, pois quando você tem 15 anos é incapaz de conceber que a vida é apenas uma "permissão para conhecer a morte", dentre outras idéias. Digo, eu li essa frase, achei o máximo, sublinhei e reproduzi, mas somente agora beirando os 30 é que suspeito vislumbrar seu significado. Não é uma leitura fácil, muito embora a linguagem o seja. T.S. Eliot, no prefácio, afirma que este romance é para almas educadas em poesia. Eu concordo.

    8 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 44
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas5%
    Djuna Chappell Barnes  profile picture

    Djuna Chappell Barnes

    Escritora, ilustradora e dramaturga norte-americana, Djuna Chappell Barnes nasceu a 12 de junho de 1892, em Cornwall-Hudson. O seu pai, abastado e liberal, dedicou-se aos afazeres da sua quinta em Long Island depois de ter fracassado como pintor. A mãe, uma violinista inglesa, educou-a, bem como aos seus quatro irmãos, ao abrigo do sistema de ensino, sendo nessa tarefa auxiliada pela avó de Djuna, uma mulher sufragista. Influenciada pelo sonho do pai, Djuna ingressou, em 1911, no Pratt Institute de Brooklyn, tendo transitado depois para o Art Students League, por um curto período de tempo. Após o divórcio dos pais, Djuna mudou-se para Greenwich Village, e começou a trabalhar como jornalista e ilustradora independente, escrevendo para vários jornais nova-iorquinos, como o Brooklyn Eagle. Estreou-se como poetisa em 1915, com The Book Of Repulsive Women (O Livro das Mulheres Repelentes), uma coletânea de poemas e de desenhos. Entre 1919 e 1920, foram levadas a palco três peças de teatro da sua autoria, no Provincetown Playhouse de Greenwich Village, onde colaborou com Eugene O'Neill. Casou com o editor Courtenay Lemon, mas o casamento logo se esfumou. Em 1920 partiu para a cidade de Paris e viveu longe da sua pátria durante vinte anos. Aí estabeleceu contacto com personalidades como Gertrude Stein, F. Scott Fitzgerald, T. S. Eliot e o controverso poeta Ezra Pound. Começou também a consumir bebidas alcoólicas em exagero. Em 1923 publicou a sua segunda coletânea de poemas acompanhados de desenhos, com o título A Book (Um Livro). Mantendo uma relação homossexual com a escultora Thelma Wood, publicou anonimamente, em 1928, o Ladies Almanach (O Almanaque das Damas), no qual celebrava o erotismo lésbico com ilustrações e trejeitos de humor e ironia. A obra foi interdita pela alfândega nos Estados Unidos da América. Terminando a sua relação com Thelma Wood em 1931, trocou Paris por Inglaterra, mas com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, regressou a Greenwich Village. Em 1936 apareceria a obra tida como mais considerável na sua carreira, Nightwood (O Bosque da Noite), prefaciada por T. S. Eliot, e em que descreve as vicissitudes de um triângulo amoroso complicado e nem sempre correspondido. Foi eleita membro do Instituto Nacional das Artes e Letras norte-americano em 1961. Faleceu a 18 de junho de 1982, em Greenwich Village.

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    Djuna Chappell Barnes