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    Literatura, pão e poesia - História de um povo lindo e inteligente

    Sérgio Vaz

    Global
    2013
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788526015784
    Português Brasileiro
    4.4
    291 avaliações
    Leram453Lendo49Querem372Relendo1Abandonos3Resenhas27
    Favoritos56Desejados372Avaliaram291

    Literatura, Pão e Poesia é o mais novo livro de Sérgio Vaz - poeta, agitador cultural, e agora também escritor de textos em prosa -, levado às livrarias com o selo da Global Editora. O autor é o idealizador e grande fomentador da Cooperifa, Cooperativa Cultural da Periferia, um sarau que reúne mais de cem pessoas em dias de fraca audiência, sempre às quartas-feiras, no bar do Zé Batidão, em Piraporinha, um bairro periférico da Zona Sul de São Paulo. Ali, o inquieto Sérgio Vaz mostra sua metodologia de estímulo à leitura e ao exercício da fala, para pessoas simples, como as muitas Marias e os muitos Josés que frequentam as reuniões. Nesta sua estreia em prosa, o poeta da periferia conta também com um texto de posfácio escrito pela premiada jornalista. Em sua estreia na crônica, Vaz profana a língua com talento para incluir nela um naco maior de mundo.

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    Natália Heine Pesciotta picture
    Natália Heine Pesciotta02/09/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Não é literatura, é a vida que interessa

    Acabar o livro de crônicas do Sergio Vaz dá uma certa tristeza. É como se alguém vai embora quando a conversa ainda está boa. Dá vontade de ficar mais com a dignidade que o poeta esbanja. Tem muito amor e muita raiva na medida certa nos textos dele, por isso eles têm força e funcionam. Ele mesmo define: "Escrevo ora com um sorriso no rosto, ora com uma pedra na mão". Além do autor escrever bem e com fluidez, as crônicas chamam atenção por abrir as portas da rua para a literatura. Por quantos séculos as crônicas sobre a própria vida falaram de flores, saias, mares? Sergio Vaz fala de amor também, mas dos personagens dos bairros, dos romances da periferia, da elegância discreta de Taboão da Serra. Não esquece também da tristeza, da revolta e da desilusão, que pode ser por um amor perdido ou pelo campinho da infância ter virado um cemitério. Minhas partes preferidas do livro são as que descrevem pessoas reais da vida real, como uma vendedora do escadão, um professor da infância, a primeira ida ao estádio, um amigo feito num enterro. Também valem muito a pena as narrações tocantes de Sérgio sobre seu trabalho nas escolas, em que apresenta poesia e literatura para os jovens, e sobre o Sarau da Coperifa, que organiza sem arrogância alguma no Jardim São Luiz. "Dias em que a vida não dói", como ele diz.Tem um trecho dele que acho que resume tudo: "Os livros precisam ser profanados, as pessoas é que são sagradas. Não é literatura, é a vida que realmente nos interessa". O autor dos textos é sem dúvida a mesma figura forte que vi no sarau da Coperifa, comandando a coisa com jeito e maestria, sem deixar ninguém de fora, mas também sem deixar ninguém de fora botar banca. Numa das crônicas, ele descreve uma pessoa que "tem o sorriso tão grande que sorri também pelas pessoas tristes". Eu diria que, nos textos dele, tem amor pela vida que ama também pelas pessoas desiludidas.

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    4.4 / 291
    • 5 estrelas49%
    • 4 estrelas38%
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    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
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    Sérgio Vaz

    Vira-lata da literatura, Poeta das ruas, agitador cultural, Cooperifa até os ossos, vagabundo nato.

    4 Livros
    50 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Sérgio Vaz