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    Em Busca do Futuro (Argonauta #225) - Coleção Argonauta nr 225

    A. E. Van Vogt

    Livros do Brasil
    1970
    228 páginas
    7h 36m
    Português
    2
    1 avaliação
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    "Quest for the Future". Eram filmes simples, educativos. Tratavam dos alimentos, de motores diesel, de aviários, de tratamento de árvores de fruto e de outras coisas úteis e vulgares. Pelo menos, os nomes indicados nas caixas assim o diziam. E a verdade é que milhares de pessoas tinham visto filmes e não tinham encontrado neles outra coisa, se não o que os títulos diziam. Até que alguém reclamou, porque vira "uma coisa sem pés nem cabeça". Uma reclamação muito estranha, que exigia uma investigação. E o filme que não tinha pés nem cabeça foi projectatdo, para se averiguar de como e porquê poderia ter desagradado a alguém. Era um filme simples, educativo. Tratava da "Magia dos Alimentos". No nome, mas não de facto. O facto era que ele mostrava sons e imagens que não tinham nada que ver com o mundo presenet. E o mesmo acontecia com outro filme: em vez de motores diesel, falava-se nele de propulsores espaciais, anti-gravitacionais. E ainda o mesmo com outro filme - com todos os filmes. Uma brincadeira de mau gosto? Por certo que não. Quem dispenderia tanto dinheiro, tanto trabalho, para se rir à custa de quem. Os filmes simples, educativos, do presente, tinham sido substituídos por filmes do futuro. Como e porquê? Eis o tema apaixonante de EM BUSCA DO FUTURO, obra de Van Vogt - um dos autores da ficção-científica mais conhecidos do nosso público, e também um dos que mais tem figurado na Colecção Argonauta. Prólogo: O tempo é a grande constante, mas a constância não é uma relação simples. O tempo está onde estamos. Nunca é o mesmo em toda a parte. A luz de uma estrela penetra a atmosfera. Traz consigo uma imagem vinda de sete mil anos no passado. Um electrão descreve uma trajectória de lux através de uma câmara de nuvens. Traz consigo uma imagem de cinquenta, cem ou mais anos no futuro. As estrelas, o mundo do finitamente grande, estão sempre no passado. O mundo do imenso, mas sempre finitamente pequeno, está sempre no futuro. Esse é o rigor do universo. Esse é o segredo do tempo.

    Resenhas (1)Ver mais
    Sidney Danillo de Moraes Lopes picture
    Sidney Danillo de Moraes Lopes19/07/2022Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    O TEMPO É A GRANDE CONSTANTE.

    Publicado originalmente em 1970 sob o título original " Quest for The Future", este livro conta a história do professor de física Peter Caxton, um homem arrogante e de poucos escrúpulos. Certo dia, Caxton percebe que os filmes que exibe para seus alunos estão sendo substituídos por outros com filmagens do futuro, como, por exemplo, um que exibe uma criatura gigantesca nos mares de Vênus. Inicialmente, Caxton acha que está sendo alvo de brincadeiras de seus alunos. Mas, quando ele chega à conclusão de que os vídeos são autênticos e é o projetor que modifica os filmes, o protagonista parte em uma jornada com o objetivo de encontrar o antigo proprietário do aparelho. Em sua busca ele encontra Selanie Johns, que parece estar vendendo certos aparelhos fantásticos e futurísticos. A mesma viaja com seu pai, Claudan Johns, que parece ser o inventor de tais engenhocas. Em meio à essa busca, Caxton vai parar no ano de 2083, onde conhece o Palácio da Imortalidade, base dos seres conhecidos como Possuidores, capazes de viajar no tempo e enviar outros seres pelo espaço-tempo. No Palácio, Caxton se vê casado com uma versão mais velha de Selanie. Porém, um dos Possuidores que está no palácio envia Caxton para seu tempo original. A partir daí, o objetivo de Caxton muda: ele passa a almejar a vida eterna vivendo no Palácio, ao lado de Selanie. Este livro tem uma ótima premissa é é recheado de grandes ideias, diversas idas e vindas no tempo e um jogo de intrigas interessante. O grande problema aqui é o desenvolvimento da história. Não sei se foi culpa desta minha edição e tradução (que, além de estar em português de Portugal, ainda pertence a um livro de bolso, o que demonstra que não houve ali muito esmero na publicação), mas o desenvolvimento da história é extremamente confuso. As passagens de tempo, por exemplo, são bizarras. Lembro de dois exemplos: o primeiro é de quando o protagonista perde a memória. O capítulo termina com Caxton em sua investigação e no capítulo imediatamente seguinte ele está em uma cama de hospital. Essa transição foi bem pobre e mal feita. Outro exemplo é ainda mais evidente: o autor faz uma passagem de tempo bastante grande de um parágrafo para outro, como se aquela transição não significasse nada. Junto com o possível problema de edição, esse desenvolvimento confuso se dá pela origem desse livro, pois ele nasceu da junção de 3 contos diferentes do autor: "Film Library", " The Search " e " Far Centaurus ". E eles não foram costurados juntos de forma muito elegante. O último ponto que me incomodou um pouco foi a semelhança entre este enredo e o de "Fim da Eternidade" de Isaac Asimov. Se bem que, se esse fosse o único problema, isso não me incomodaria. Para não terminar a resenha de forma negativa, eu gostaria de ressaltar o plot twist final do livro (spoiler agressivo): no fim das contas, descobrimos que a busca de Peter Caxton resulta na construção do Palácio da Imortalidade!! Sim, a procura enlouquecida pelo Palácio da Imortalidade resulta na construção do mesmo, um paradoxo temporal bem interessante! O Claudan Johns que conhecemos na verdade é o viajante do tempo original, que encontra o Palácio da Imortalidade, neste ponto há muito abandonado, e funda o grupo de Possuidores, cujo objetivo é manipular o tempo (ou os mundos-probabilidade como dizem no livro) visando transformar os humanos em seres mais racionais e que não sejam iguais ao Caxton do começo da história. É de dar um nó no cérebro.

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    Alfred Elton van Vogt  profile picture

    Alfred Elton van Vogt

    Foi um dos escritores de ficção científica mais famosos da década de 1940, que é considerada a Era Dourada deste tipo de livros. Começou a sua carreira de escritor com pequenos trabalhos publicados em revistas, mas decidiu mudar e escrever algo que lhe interessava, ficção científica. Em 1941 decidiu tornar-se num escritor a tempo inteiro e desistiu do seu trabalho no Departamento da Defesa canadiano. Durante alguns anos van Vogt escreveu um grande número de "short stories". Na década de 1950 muitos desses livros foram agrupados formando pequenas séries ou "fixups". Este termo foi inventado por van Vogt e começou a ser usado no vocabulário de ficção científica.

    43 Livros
    14 Seguidores
    Winnipeg, Canadá

    Alfred Elton van Vogt