A Última Cidade de Marte - Coleção Argonauta nr 260

    Ray Bradbury

    [Lisboa] Editorial Livros do Brasil
    1979
    180 páginas
    6h 0m
    ISBN-1: 0
    Português

    I Sing the Body Electric (1969) - Parte II '-' No campo da imaginação, o ambiente de aventura e romance de antecipação científica pode situar-se em qualquer outro mundo de uma muito mais distante galáxia... Ao preferir-se a designação marciana, apenas se pretendeu aproximar, no Espaço, a ação temática - decerto porque esse planeta se nos torna mais familiar na vastidão cósmica a que o olhar humano tem acesso (...) Por isso, quando o Autor fala de Marte, não se trata necessariamente deste planeta do sistema solar. ===== Índice dos contos: 1 - Eu Canto o Corpo Eléctrico 2 - O Dia dos Túmulos 3 - Todos os Amigos de Nicholas Nickleby são Meus Amigos 4 - Forte 5 - O Homem com a Camisa Rorschach 6 - Henrique o Nono 7 - A Última Cidade de Marte 8 - Cristo Apolo Nota: Esta obra é a segunda parte de uma antologia de contos referente à obra de Ray Bradbury intitulada I Sing the Body Electric, publicada na Colecção Argonauta em dois volumes. O primeiro é o nº254, publicado com o nome As Vozes de Marte. Este conjunto de obras, corresponde a uma excelente colectânea de contos do Poeta da Ficção Científica: https://en.m.wikipedia.org/wiki/I_Sing_the_Body_Electric_(short_story_collection)

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    André Ferreira27/01/2022Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Insosso e sem graça

    Certos tipos de texto não apresentam grandes artifícios de atratividade. Algumas pessoas chamam isso de texto “insosso”, que não tem graça, é enfadonho. E neste sentido temos “A cidade perdida de Marte”, livro publicado em 1969 pelo escrito estadunidense Ray Bradbury, que reúne uma coletânea de 14 contos aborda temas relacionados a mistério, numa espécie de fantasia de um mundo fantástico. Numa publicação que envolve contos, especialmente relacionados a uma estrutura de caráter mais surrealista e enigmática, a escrita requer um tipo de cuidado mais voltado ao corpo do enredo, bom, pelo menos tenho essa visão. Essa coletânea de contos nos apresenta a muitas histórias inexplicáveis, com enredos pra lá de surreais em um conjunto de descrições oníricas e excessivas sobre aspectos pitorescos. Oculto em frases desconexas e divagações sem sentido, bem abaixo da média, este livro passa longe de ser empolgante. Exceto pelo conto “As Mulheres” e uma parte do conto “A Cidade Perdida”, não senti em nenhum momento empolgação em ler. Os contos mais pareciam uma verborragia surrealista de baixa qualidade, com excesso de texto, prolixidade cansativa, um show de enrolação, repetição e descrições que não levam a lugar algum. No geral, foi um livro decepcionante.

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