Here is the fiery, provocative, and unparalleled work of feminist art criticism that launched Camille Paglia’s exceptional career as one of our most important public intellectuals. Is Emily Dickinson “the female Sade”? Is Donatello’s David a bit of pedophile pornography? What is the secret kinship between Byron and Elvis Presley, between Medusa and Madonna? How do liberals and feminists—as well as conservatives—fatally misread human nature? This audacious and omnivorously learned work of guerrilla scholarship offers nothing less than a unified-field theory of Western culture, high and low, since Egyptians invented beauty—making a persuasive case for all art as a pagan battleground between male and female, form and chaos, civilization and daemonic nature.
Sexual Personae - Art and decadence from Nefertiti to Emily Dickinson
Camille Paglia
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Este é o primeiro livro de Camille Paglia, pelo qual adquiriu fama internacional. Esta obra é basicamente sua tese de doutorado! Paglia tem uma visão muito interessante do mundo, defendendo que devemos sempre voltar ao passado, ao início, para compreender o presente, diferente de muitos intelectuais ou acadêmicos que parecem achar que o mundo só começou a existir depois de Foucault e outros autores mais recentes. Nesta obra, a autora faz uma análise da cultural ocidental, e por cultural ocidental entende-se a cultura produzida nos Estados Unidos e Europa Ocidental. Ela parte da ideia de que a base da fundação cultural do Ocidente é a cultura greco-romana e a tradição judaico-cristã. E que no conflito essa duas forças, ainda que a tradição judaico-cristã tenha prevalecido, nunca conseguiu vencer totalmente o paganismo da cultura greco-romano. A autora defende essa ideia ao mostrar o que seriam resquícios de paganismo na nossa cultura, como os homens idolatrando dançarinas de streap tease como um resquício de adoração a deusas da antiguidade ou pessoas balançando a cabeça em um show de heavy metal. Para ilustrar seus argumentos, Paglia analisa esculturas e pinturas da Antiguidades e da Renascença e inúmeras obras literárias de autores como Poe, Wilde, Wordsworth, Baudelaire, Dickson, Shelley, Keats e muito mais. É um livro exatamente denso e exige muita bagagem do leitor. Eu pessoalmente me senti muito ignorante ao ler este livro pois não havia lido nem metade dos trabalhos citados pela autora. Essa obra mostra a erudição absurda de Camille Paglia, que infelizmente alguns setores acadêmicos e parte do movimento feminista se recusam a reconhecer simplesmente pelo fato da autora não compartilhar de suas opiniões políticas. Diferentemente do que muitos pensam, Paglia não é uma conservadora. Muito pelo contrário, ela se declara transgênero, defende a legalização das drogas, prostituição e aborto. Mas apesar disso, é extremamente crítica aos rumos atuais do feminismo, do pós-modernismo que impregnou nas faculdades do mundo ocidental, é contra o uso da linguagem neutra e da terapia hormonal e procedimentos cirúrgicos em crianças e adolescentes. Por causa disso, alguns mal informados chegam a taxá-la de olavista, o que é um absurdo. Aliás, falando em absurdo, é inaceitável que uma autora dessa calibre esteja há anos sem ter seus livros republicados no Brasil por uma questão ideológico e política! Só para se ter uma ideia, este livro só foi republicado recentemente pela editora da, pasmem!, Ana Campagnollo! Uma autora como esta deveria receber um tratamento melhor das editoras do país e as pessoas deveriam ser mais críticas e não acreditar em opiniões de terceiros ou cortes de vídeos feitos de forma a denegrir a imagem da autora. Por fim, eu diria que este livro por ser extremamente denso, talvez não seja a melhor forma de se familiarizar com sua obra, sendo preferível ler seus ensaios primeiro, ainda que esta obra seja incrível.
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