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    Evidência da História (Coleção História e Historiografia #5) - O que os Historiadores veem

    François Hartog

    Autêntica Editora
    2011
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788575265840
    Português Brasileiro
    4.2
    16 avaliações
    Leram38Lendo23Querem121Relendo0Abandonos2Resenhas4
    Favoritos2Desejados121Avaliaram16

    A história é feita de evidências. Ela é relatada, escrita. Desde Heródoto, o fazer história é uma questão de olhar e de visão. Ver e dizer, escrever o que se passou e apresentá-la tal como foi vista, à semelhança de um espelho: e é aí que se encontram alguns dos problemas que vêm constituindo a rotina do historiador até os dias atuais. As numerosas reformulações na historiografia moderna prosseguiram nesse trabalho entre as fronteiras do visível e do invisível, com a ambição de obter uma visão real das coisas a partir de um olhar analítico, mais abrangente e profundo. E com o término do século XX, essa intensa evidência da história passa a ser questionada. Que papel cabe, daqui em diante, ao historiador frente ao “desafio narrativista”, à relevância tanto da testemunha quanto do juiz, no exato momento em que memória e patrimônio se tornaram evidências? Essa e outras questões são analisadas nesta obra escrita por François Hartog, um dos mais importantes historiadores franceses da atualidade. Folha de São Paulo, 19/11/2011: "O livro analisa o legado da história como forma de conhecimento. O início do volume traz um estudo sobre a história antiga. Outro tópico de destaque trata das reformulações pelas quais passou a historiografia moderna e reflete sobre o verdadeiro papel dos historiadores. François Hartog, autor do volume, é doutor em historiografia antiga e autor de diversos livros."

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    Bruno Godinho picture
    Bruno Godinho20/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ver e escrever (n)a História

    Segundo livro da trilogia não-oficial proposta por François Hartog sobre a teoria da história e a historiografia ocidentais. Assim como o primeiro livro, as reflexões feitas aqui são excelentes para todos os historiadores e cabe falar um pouco sobre elas. O livro é dividido em duas partes: <i>Ver na Antiguidade</i>, em que o autor dedica seis capítulos às historiografias grega e romana. O fio condutor é a noção de visão, que envolve uma passagem pela memória e pela retórica. Juntas, essas três áreas constituíram entre gregos e romanos a maneira de construir os objetos de suas histórias: só se podia escrever sobre aquilo que foi visto, com seus próprios olhos ou com os de terceiros; em ambos os casos, tudo depende da memória como instrumento de coleta e organização dos fatos. Por fim, emerge um produto: a narrativa histórica. Todavia, a atividade de narrar envolve os artifícios da retórica, ora rechaçados, ora abraçados. Na segunda parte, <i>Evidências nos Tempos Modernos</i>, o percurso é o mesmo: examinar a construção dos objetos da ciência histórica. Dessa vez, contudo, vamos dialogar com os grandes mestres dos séculos XIX e XX: Michelet, Lévi-Strauss, Paul Ricoeur. A questão da visão, da memória e da retórica são, então, trazidas aos tempos mais recentes e reexaminadas à luz de alguns eventos e gêneros que ocupam posições-chave na epistemologia histórica do século XXI: a história nacional, a biografia, a narrativa, a interdisciplinaridade, os testemunhos. A reflexão, agora, está posta sobre um outro regime de produção da verdade - uma verdade muito mais instável, sob ataque do negacionismo às vezes. O escrutínio dos historiadores e a construção daquilo que chamamos "evidência" (e, para todos os efeitos, "fontes", "documentos", "arquivos") saltam ao primeiro plano. A reflexão sobre os antigos e os não-tão antigos assim é um dos melhores percursos para asseverar que a história sempre pensou a si mesma - fosse como gênero literário entre os gregos e romanos, fosse como ciência no século XIX. Em todos os casos, o fazer historiográfico - esta ação de escrever, registrar, elaborar e reelaborar o passado numa escritura (numa ação de colocar informações num meio, num papel) que evoca as preocupações do presente - é aquilo que sempre deve preceder a pesquisa histórica. Refletir sobre a evidência, sem dúvida, é parte incontornável desse percurso.

    5 curtidas

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    4.2 / 16
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    • 4 estrelas38%
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    François Hartog

    François Hartog est un historien français, né en 1946. Ancien élève de l'École normale supérieure, il occupe la chaire d'historiographie antique et moderne à l'École des hautes études en sciences sociales (EHESS) et est membre du Centre Louis Gernet de recherches comparées sur les sociétés anciennes et membre associé du Centre de recherche historique (CRH). En 1997, il est l'un des 60 membres fondateurs de L'Association des Historiens.

    8 Livros
    14 Seguidores

    François Hartog