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    CliffsNotes on Golding's Lord of the Flies (CliffsNotes on Literature) -

    William Golding

    Wiley, John & Sons, Incorporated
    2000
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9780764585975
    4.1
    23337 avaliações
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    The original CliffsNotes study guides offer expert commentary on major themes, plots, characters, literary devices, and historical background. The latest generation of titles in this series also feature glossaries and visual elements that complement the classic, familiar format.CliffsNotes on Lord of the Flies takes you on an exploration of William Golding's novel to the dark side of humanity, the savagery that underlies even the most civilized human beings. Follow Golding's group of young boys from hope to disaster and watch as they attempt to survive their uncivilized, unsupervised, and isolated environment.You can rely on CliffsNotes on Lord of the Flies for character analyses, insightful essays, and chapter-by-chapter commentaries to ensure your safe passage through the rich symbolism of this novel. Other features that help you study include A brief synopsis of the novel A character map to help you see relationships among the characters A glossary that helps you get the most out of your reading An interactive quiz to test your knowledge Essay topics and review questions Classic literature or modern-day treasure—you'll understand it all with expert information and insight from CliffsNotes study guides.

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    Luciana Darce picture
    Luciana Darce12/02/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Esse mês foi da Tatá no Clube do Livro e ela elegeu por tema "livros polêmicos". Assim é que nos preparamos, indicamos, votamos e acabamos por ler O Senhor das Moscas, do nobel William Golding. Tudo começa com um bando de garotos que após um acidente, acabam por ficar presos numa ilha deserta. Você é capaz de entender que está acontecendo uma guerra - no primeiro capítulo, há uma menção breve à bomba atômica ("Você não ouviu o que o piloto disse? Sobre a bomba atômica? Estão todos mortos.") - os garotos, de idades entre seis e doze anos, estavam provavelmente sendo transportados para algum lugar em que ficassem seguros, mas o avião teve uma pane, ou foi bombardeado, caiu na ilha e todos os adultos morreram, só sobrando os trinta meninos. Os garotos têm de se virar sozinhos e, num primeiro momento, tudo é uma festa: sem supervisão de adultos, numa pequena ilha que é toda deles para explorar, com frutas e água fartas... os dias são passados mergulhando em piscinas naturais, construindo castelos de areia e simplesmente aproveitando a liberdade que como jovens e respeitáveis futuros cavalheiros ingleses, eles não estão acostumados a ter. Três personagens se destacam a princípio: Ralph, que será votado líder do bando; Porquinho, um menino gordo, que sofre de asma e usa óculos e Jack, o líder do coral. Cada um deles é representante de uma faceta humana. Porquinho, de quem nunca chegamos a saber o nome e é vítima constante de bullying de todos os outros personagens, representa a cultura, a inteligência, a civilização - é ele quem se preocupa com as questões práticas, como a necessidade de construção de abrigos. Ralph é um líder nato e desde o primeiro instante se destaca por seu carisma - os outros o seguem naturalmente, sem questionamentos. Jack, por sua vez, é o poder, a força, e a selvageria. Embora se submeta de início ao carisma de Ralph, pouco a pouco ele vai se libertando de sua camada de 'civilização' e se tornando cada vez mais violento, mais selvagem. A princípio, eles conseguem manter uma espécie de ordem, um ranço de civilização. Mas logo a coisa começa a se degenerar e, naquele confinamento forçado, a idéia de individualidade, de razão dilui-se na figura do monstro na floresta, na caça aos porcos, no clamor pelo sangue. Nessa sociedade primitiva que os garotos começam, há duas regras essenciais: manter a fogueira sobre o monte mais alto da ilha, para assegurar a possibilidade de que sejam vistos e resgatados e em suas reuniões de organização, esperar pela posse da concha, que representa sua vez de falar. Não demora para que as duas regras sejam quebradas - e quando a fogueira apaga exatamente quando um navio está passando, porque Jack comandou os gêmeos que estavam guardando o fogo para participar da caçada aos porcos selvagens, então está pronto o palco para a implantação do caos. A desintegração dessa tentativa noção de ordem é ainda mais opressiva porque ocorre no exato momento em que Ralph se dá conta da importância que ela tem - e é terrível ver como as coisas terminam após a reunião noturna. A intenção de Ralph é fazer os outros verem a necessidade de cuidar do fogo, porque essa é sua única chance de retorno à civilização. Não demora, contudo, para que suas palavras sejam esquecidas e todas as mentes se voltem para o medo da besta - algum tipo de criatura que os pequenos insistem já ter visto. A razão dá lugar ao medo - monstros, fantasmas - e isso fortalece Jack, que canta enquanto sangra o porco que sacrificou. E nessa cacofonia de selvageria, os únicos que tentam se sobrepôr são Porquinho ("O que somos? Humanos? Ou animais? Ou selvagens?"), Simon (Simon não conseguiu falar, no seu esforço de exprimir o mal essencial da humanidade) e o próprio Ralph. Dos três, Ralph é o único que é ouvido - ninguém respeita Porquinho, com sua gordura, sua miopia e sua asma e Simon é tímido demais para fazer frente aos outros. Mas Ralph não é o suficiente diante da força de Jack - o poder que lhe é concedido por ter sido aquele capaz de matar, aquele que degolou o porco - fará dele mais tarde não apenas o provedor de carne, mas também assassino e deus. É assustador. Não apenas pela situação que se desenha ao longo do romance - em que a individualidade cada vez mais dá lugar à turba irracional, ordem e lei são substituídas por sangue e sadismo - mas pelas perguntas que ela evocam. A situação em que os meninos se encontram é exatamente aquela de que Hobbes fala em seu O Leviatã: o estado natural do homem é a guerra uma vez que não existe um governo que estabeleça ordem. Nesse sentido, sendo todos os homens iguais em seu egoísmo, a ação de um só encontra limite pela força do outro - o homem é o lobo do próprio homem e é por isso que abrimos mão de parte de nossas liberdades para que possamos ter um governo que nos ajude sobreviver a nós mesmos. A pergunta que fica aqui então é se revertendo a uma forma primitiva de vida - deixando a civilização - existe uma regressão ao estado de selvageria ou estamos diante da verdadeira face natureza humana? Sentei com esse livro, de início, pensando em ler apenas os três primeiros capítulos e fazer anotações, seguindo o calendário semanal de leitura do clube... mas acabei lendo metade, escrevendo notas e mais notas, dizendo que ia dormir depois... e esquecendo então de dormir para ler o resto. Ele é absolutamente mesmerizante em seu retrato de crueldade. O pior é perceber que Golding não está tão longe da realidade em sua ficção. O Senhor das Moscas incomoda principalmente pela consciência de que ele está perto demais do alvo em sua crítica: a idéia de que a sociedade é corrupta porque sua base, a humanidade, é inerentemente má. Ele está bem longe de ser uma fantasia... (resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)

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