Quando li a sinopse eu entendi que seria uma história envolvendo avó e neta e
bem, é exatamente disso que se trata, mas é contada de maneira epistolar (através de cartas) e não possui a participação da neta, ela é apenas o destinatário desse diálogo unilateral.
Olga é uma senhora italiana de oitenta anos com uma relação difícil com a neta, de quem foi responsável pela criação uma vez que sua filha faleceu ainda nova. A nostalgia está presente desde o começo dos seus desabafos, direcionados à única pessoa que poderia se interessar, embora nem essa certeza ela possua.
A separação continental de ambas se deu por uma insatisfação da jovem em relação às expectativas que nutria pela sua responsável, a ânsia que sentia de ser compreendida e que nunca foi sanada. Olga, por sua vez, teria demonstrado certa apatia e conformidade com todas as indagações levantadas pela garota desde pequena. Essa diferença entre ambas arrastou o relacionamento ao limite, até se arrebentar.
A jovem vivaz, cheia de curiosidade e vontade foi buscar novas aventuras nos Estados Unidos; a outra já bastante vivida e experiente se manteve na mesma casa onde criou a filha e depois a neta, e não sabe o que aconteceu com o próprio interesse pelas coisas; qualquer uma que fosse.
Você pode conferir a resenha completa no meu blog :D