Toda vez que leio O Bebê De Rosemary sempre fico fascinada como a história é contada, como a escrita do autor é excelente e muito fluída.
Rapidamente nos simpatizamos com a protagonista, Rosemary: ela é uma mulher simples, do interior, que tem uma personalidade forte e é ao mesmo tempo muito boa e amorosa.
Enquanto Guy, o marido de Rosemary, a gente não se simpatiza logo de cara, pois ele é extremamente machista, narcisista, egocêntrico e egoísta.
A vida dos dois muda quando eles se mudam para o Edifício Bramford, que tem uma péssima reputação por conta de acontecimentos inexplicáveis do passado.
Conhecemos o casal Castevet, Minnie e Roman, que a princípio parecem ser apenas um inofensivo casal idoso, mas ao longo do livro vamos desconfiando das boas intenções do casal em relação à Rosemary (principalmente depois que ela engravida).
Acompanhamos a difícil gestação de Rosemary, a rápida ascensão de Guy, a morte do melhor amigo de Rosemary (Hutch) e vários fatos que acabam interligando todos esses fatos.
Perto do fim do livro, descobrimos que Guy permitiu que a seita diab0lica de Minnie e Roman fizessem uso do corpo de Rosemary para ela trazer ao mundo o filho do diabo, tudo em troca de fama, sucesso, dinheiro e poder.
Aproveitaram o maior sonho da vida de Rosemary (se tornar mãe) e o transformaram no pior pesadelo da vida dela (ter sido ab*sada pelo di4b0 e ter engravidado dele).
A forma como Rosemary teve seu sonho destruído em prol de interesses de outros nos mostra que a ganância humana não tem limites, e como a sociedade enxerga a mulher como um ser que deve obedecer sem reclamar, e que deve ter suas vontades anuladas em prol de benefícios dos outros.
Este é um livro mais psicológico do que terror (o terror está em todo o sofrimento da Rosemary e nessa descoberta terrível que lhe é revelada no último capítulo). Super recomendo a leitura. Nota: 10!