O Contrabandista de Deus -

    Irmão André, John e Elizabeth Sherril

    Betânia
    1970
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788535802399
    Português Brasileiro

    Quando era garoto, Irmão André gostava de brincar, imaginando-se um espião em território inimigo. O que ele não podia sequer imaginar é que bem mais tarde se tornaria um "agente secreto de Deus" com uma difícil missão: levar Bíblias para os cristãos das igrejas perseguidas pelo regime comunista, na Rússia e nos países da Europa, na década de 50. Embora fosse impossível para um missionário cristão passar pela "Cortina de Ferro", André sabia que para Deus não havia impossibilidades. Ao ter de atravessar a fronteira de algum país, com sua mala e seu "fusca" cheios de Bíblias, folhetos e material impresso, ele orava assim: "Senhor, na minha bagagem há Escrituras que desejo levar para os teus filhos, que estão do outro lado desta fronteira. Quando estiveste na Terra, fizeste os olhos dos cegos ver. Agora eu peço: faze com que os olhos desses que vêem fiquem cegos. Não deixes os guardas verem as coisas que tu não queres que eles vejam". E Deus atendia sua oração. Você vai se emocionar com o testemunho do "contrabandista de Deus", marcado pelo amor à Igreja Sofredora e aos irmãos que viviam sob a repressão do comunismo. Uma história repleta de fé, coragem e ousadia, que nos inspira e desafia a sermos testemunhas fiéis do amor de Deus mesmo sob circunstâncias adversas.

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    Barbara Tomaz25/02/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um panorama do livro

    Nesta biografia não conhecemos apenas a história de vida do fundador da organização internacional Portas Abertas, desde as raízes de sua família e infância, mas também, conhecemos todo o contexto histórico-social da Holanda e dos países que André viveu e viajou. Com ricos detalhes sobre o contexto histórico soviético, podemos perceber a provisão de Deus em cada momento do missionário, bem como a direção Deus de quais países visitar, o que deveria ser feito e como. Como André mesmo menciona se realmente quisesse fazer a obra de Deus, precisaria de fazê-lo “à moda do Rei”. Conhecemos suas dificuldades, esperanças e alegrias e, que de alguma maneira, ao ler sobre sua experiência de vida, somos encorajados a perseverar na fé, na oração e até na evangelização dos povos não alcançados e, é claro, a servir com fervor aos irmãos que estão enfrentando opressão e inúmeras dificuldades como consequência da perseguição religiosa, originada pela influência política, social ou por causa de crises humanitárias e conflitos armados. Além disso, aprendemos com o senhor André é a lição que ele mesmo aprendeu no início de sua caminhada cristã: o cristão é chamado para testemunhar de seu Senhor em todos os lugares que ele se encontra. Isso fica evidente no seu relato dos tempos em que trabalhava numa fábrica, ainda na Holanda, em que ele percebeu (com a ajuda de sua namorada daquele tempo) que se ele quisesse ser um missionário para levar a Palavra mundo a fora, era preciso começar a pregar ou a testemunhar nos lugares de seu dia a dia, para pessoas próximas, como vizinhos e colegas de trabalho, através da oração, conversas intencionais, pregações ao ar livre e pregações em igrejas locais. Outro ponto de destaque é a importância da Bíblia na vida de André, o desejo ardente de compartilhar da Palavra com cristãos ou não, independente da circunstância. Acredito que todo cristão já experimentou desse amor por presentear alguém próximo ou algum desconhecido com uma Bíblia. Esse empenho que André fez em suas missões pelos países soviéticos sozinho, depois com irmãos, é algo que nos motiva hoje a valorizar a liberdade que temos de adquirir, distribuir, ler e conversar sobre a Bíblia, e, a criar laços de empatia com os irmãos de fé que não possuem de tal direito e recursos para terem e lerem suas Bíblias. O “Somente Escritura”, um dos pontos da Reforma Protestante, poderiam ser muito bem relacionados a esse princípio que o Irmão André compartilha conosco através de seus relatos. A narrativa do livro vai além de uma simples biografia, as curiosidades culturais são outras pérolas que encontrei durante a leitura, desde a geologia holandesa até a ideia da impressão de Bíblias pequenas, perfil de países e descrição das reuniões de igrejas, o comportamento dos guardas, moradores e autoridades religiosas, o porquê do nome da organização e a ocultação do sobrenome do missionário são aspectos que impressionam e nos enriquecem.

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