O Homem Que Calculava - Romance Oriental. Aventuras de um singular calculista persa.

    Malba Tahan, Julio César de Mello e Souza

    [Rio]: Editora A. B. C.
    1938
    230 páginas
    7h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    As proezas matemáticas do calculista persa Beremiz Samir - o Homem que Calculava - tornaram-se lendárias em Bagdá, na Arábia antiga dos Califas, encantando reis, poetas, xeques e sábios. Neste livro, Malba Tahan relata as incríveis aventuras deste homem singular e suas soluções fantásticas para problemas aparentemente insolúveis. O Homem que Calculava -- um clássico brasileiro, já traduzido para o inglês, francês, espanhol, catalão, holandês, alemão, italiano... Recomendado em muitos países como um recurso educacional e ferramenta educativa -- mantém o valor pedagógico comum a toda a obra de Malba Tahan, que, sem perder o clima de aventura e romance da terra das mil e uma noites, ensina matemática por meio da ficção. ==== https://pt.wikipedia.org/wiki/Júlio_César_de_Melo_e_Sousa https://pt.wikipedia.org/wiki/Malba_Tahan https://pt.wikipedia.org/wiki/Beremiz_Samir https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Homem_que_Calculava ==== https://youtu.be/awXQsD7UTUQ [Audiolivro d'O Homem Que Calculava] https://youtu.be/Ff6t0vtYZ3I [Neta de Malba Tahan no Programa do Jô Soares] https://www.todamateria.com.br/dia-nacional-da-matematica/ https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-nacional-matematica.htm ==== MALBA TAHAN: MUITO ALÉM DO PSEUDÔNIMO / Pedro Paulo Salles, ECA/USP, p. 7-8: [https://www.ime.usp.br/caem/anais_mostra_2015/arquivos_auxiliares/palestras/Palestra3_Pedro_Salles.pdf ] '(...) Aos 43 anos de idade, quando publicou O Homem que Calculava (1938), conclui a dedicatória do livro com a seguinte informação: “De Bagdá, 19 da Lua de Zahagé de 1904” (data em que Júlio César de Mello e Souza teria 9 anos de idade). Já na segunda edição, recua essa esta data em mais de 500 anos, situando a mesma dedicatória em “Bagdá, 19 da lua de Ramadã de 1321”, abrindo a possibilidade de Malba Tahan ter nascido no século XIV ou mesmo no XIII: se Malba Tahan tivesse 43 anos em 1321, teria nascido em 1278! De fato, até mesmo nas dedicatórias autografadas que fazia nos livros, geralmente na página que exibia seu ex-libris, concluía dando Bagdá como cidade local – por exemplo “Bagdá, 4 de novembro de 1959”, e assinava seu nome em árabe por meio de um carimbo". Jornais e revistas da época colaboravam com a "mistificação literária", omitindo o nome original do escritor e, muitas vezes, acrescentando informações à suposta biografia [do heterônimo-autor]. Em uma reportagem da revista Careta (1951, p.6), Murillo Teixeira Barros reforça sua origem árabe, afirmando que “Malba Tahan é para a Arábia o que Hans Christian Andersen foi para a Dinamarca e Monteiro Lobato foi para o Brasil”. Ainda especula que Malba Tahan teria fugido da Arábia para o Brasil e se naturalizado brasileiro com o nome de Julio Cesar de Mello e Souza – o pseudônimo às avessas –, assumindo a carreira de professor de matemática. A revista Fon-Fon (1929, p.51) declara em uma matéria, que “Malba Tahan é o famoso conteur arabe que melhor reflecte a psychologia de seu povo...”. Na revista infantil O Tico-Tico (1926, p.23), o jornalista se desculpa com uma leitora por não poder revelar o verdadeiro nome de Malba Tahan: “Quanto ao ‘caso’ de Malba Tahan, procedi assim a pedido delle, pois quer guardar o [nome] incógnito, deixemos a Lili Paulista em seu ‘engano d'alma ledo e cego’ a tal respeito”. Abaixo, neste anúncio do primeiro livro, presente na mesma revista O Tico-Tico (1927, p.1), vê-se igual cuidado para se cultivar a mistificação, descrevendo o livro como “Adaptação da obra do famoso escriptor árabe Ali Malba Tahan”. Para que a mistificação ficasse completa, ainda restava criar um tradutor, já que Malba Tahan escrevia hipoteticamente em árabe. Julio inventou então um tal Breno Alencar Bianco, tradutor fictício que passou a figurar em seus livros a partir da primeira edição de “O Homem que Calculava”, em 1938. Tudo levava o leitor a crer que Malba Tahan tivesse existido de fato. Ainda hoje, muita gente acredita que ele tenha sido realmente um árabe de longas barbas brancas e turbante. Poucos sabem que Malba Tahan – ou Ali Yezid Ibn-Abul Izz-Eddin Ibn-Salin Hank Malba Tahan – é criação de um brasileiro, chamado Júlio"."

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    Clio picture
    Clio18/08/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um dos melhores paradidáticos de matemática já publicados, senão o melhor. Com uma narrativa bem semelhante a outra clássico - As Mil e Uma Noites - Malba Tahan mistura conceitos básicos da ciência que são normalmente apresentados nos primeiros anos. São explicações simples que normalmente são apresentadas com desenhos para ajudar as crianças na visualização. O que move a história é a forma como Beremiz vai resolvendo problemas (piada não intencional) através de seu raciocínio. São capítulos curtos com aventuras que se assemelham a parábolas. Uma das ressalvas feitas ao livro em tempos atuais é a conversão religiosa do personagem, um dos motivos pelos quais muitos professores relutam em assiná-lo. A meu ver, neste momento em que devemos acima de tudo ensinar sobre respeito e tolerância, nada melhor do que para suscitar uma discussão. Infelizmente, a viabilidade de tal no sistema educacional brasileiro - em conjunto com as famílias, vulgo tradicionais ou não - deixa muito a desejar. Enfim, recomendo.

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