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    Slated - Slated, Book 1

    Teri Terry

    Orchard Books
    2012
    440 páginas
    14h 40m
    ISBN-13: 9781408319468
    4
    46 avaliações
    Leram73Lendo5Querem76Relendo1Abandonos2Resenhas4
    Favoritos6Desejados76Avaliaram46

    Sixteen-year-old Kyla has been 'slated': all of her past memories erased, her entire personality wiped blank. She has been assigned a new name, a new date of birth and even new parents. The government that did this to her claim she was a terrorist, and that she has been given a second chance. But Kyla knows that the government has been lying. Without her memories, how will Kyla ever find the truth? And if her old self is really and truly dead, then what are the terrifying images that still haunt her dreams?

    Resenhas (4)Ver mais
    Laura Vieira Machado picture
    Laura Vieira Machado26/10/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Uma ideia brilhante, mas uma execução não tão boa

    A única coisa da qual eu tenho certeza sobre esse livro é a minha nota. Ainda estou tentando decidir se eu gostei ou se detestei toda a história, ainda estou tentando encaixar minhas expectativas no que eu li e entender seus problemas. Mas, desde as primeiras páginas, já sabia que eu só poderia dar nota três. Tinha lido em alguma resenha por aí que as últimas cinquenta páginas eram as melhores, mas, mesmo assim, sabia que não havia como serem tão boas a ponto de eu aumentar até uma estrela inteira. E, afinal, não foram. Não existe nada pior do que livros que têm potencial absurdo e que deixam a desejar. E esse é exatamente assim. A ideia dele é brilhante! O mundo que a Teri Terry criou é tão tenso, que, mesmo antes da protagonista perceber, eu já estava me sentindo completamente sem saída e não posso nem começar a imaginar o que eu faria em seu lugar. E essa é a parte mais difícil de escrever uma distopia, ter uma ideia original o suficiente para ser intrigante, mas que ainda mantém o gênero a ponto de interessar fãs como eu de histórias assim! Então é realmente revoltante pensar que a autora errou em todos os aspectos mais fáceis do livro. O que eu considero aspectos mais fáceis: criar um romance interessante, ter cenas minimamente divertidas, ter personagens secundários com diálogos e personalidades naturais, entre outras coisas. Ou seja, o livro precisa pelo menos entreter. E esse deixou bastante a desejar aí. E dá para perceber isso desde o começo. Tenho a impressão de que a autora quis mostrar como essa lavagem cerebral (porque, vamos admitir, esse é o único nome que deveria ter) deixa os jovens meio retardados (no verdadeiro sentido da palavra), então a narração vai progressivamente sendo mais preenchida até chegar ao final. E, sim, a ideia é boa, mas a execução foi péssima e eu quis largar o livro várias vezes. Ou seja, a narração é vazia! Super vazia, vai de uma coisa a outra do nada, todas as cenas no começo são completamente superficiais. Como eu disse, entendo a intenção da autora, mas se isso deixa o livro chato e sem profundidade, talvez fosse melhor deixar essa transição mais sutil (muito mais sutil, aliás). Durante uns oitenta por cento do livro, senti que tudo acontecia rápido demais, fácil demais, ao mesmo tempo que o ritmo estava extremamente maçante. E esse tipo de coisa faz ser impossível eu me conectar com a protagonista e seus problemas. Honestamente, até depois da metade, eu não estava nem um pouco me importando com o que acontecesse com ela. E olha que ela nem é do tipo de protagonista insuportável. Se fosse só problema do livro ser superficial, seria bom. Mas, como falei, as coisas acontecem fácil demais! Ela tem sensações que aparecem do nada e puxam ela para a conclusão certa, sabe? Vou até usar uma cena de exemplo, que acontece logo no começo e definitivamente não muda nada (o que me dá ainda mais raiva, porque a autora poderia muito bem ter colocado essa cena mais para a frente e deixar parecendo menos intervenção divina). A cena foi mais ou menos assim: a protagonista está no carro com a irmã e o namorado e ela simplesmente resolve querer dirigir. Ou seja, ela nem nota ele dirigindo, questiona e quer tentar devagar. Não, ela do nada fala que quer e umas três linhas depois, está dirigindo perfeitamente bem, diz que é estranho, mas é só! É incrível como ela tem esse impulso do nada, consegue fazer tudo que tenta e nem se importa muito (tanto que isso nem voltou a aparecer no livro). Outras habilidades dela vêm do nada, mas nem o processo de tentar é crível. Parece que está faltando frases e frases no meio das cenas. Isso, para mim, é preguiça na escrita e me desanima muito. A protagonista é daquele tipo típico de distopias, em que ela é A especial, mas pelo menos a razão disso fica mais clara no final. E, sim, as últimas cinquenta páginas são as melhores, mas ainda deixam muito a desejar, principalmente porque parece só uma super preparação para o segundo livro. E eu entendo primeiros livros serem só a base, mas depois de passar umas trezentas páginas em uma história que não saía do lugar, eu precisava de mais animação, mais decisões arriscadas, mais consequências reais. E ficou tudo meio morno. O interessante é que eu comprei essa trilogia junto com a duologia Disruption e a duologia foi tudo que eu esperava que esse livro fosse. A protagonista lá era forte e badass como eu queria que essa fosse, ela tinha atitude, toda a atitude que a Kyla não tem. E aquela foi uma distopia de ação e romance mais intensa do que essa chegou perto de ser. Aliás, o romance desse livro é bem qualquer coisa, a ponto de eu desejar que a Kyla encontre qualquer - qualquer - outro carinha no próximo para se apaixonar, porque seria bem mais interessante. Mas meu único problema mesmo com a própria Kyla é que ela não percebe umas coisas bem óbvias, mas fica remoendo outras. Todas as informações parecem ser descobertas por várias pessoas sem explicação, mas ela perde algumas bastante simples e descaradas (o que só me faz pensar que a autora está tentando esconder fatos bem importantes - sobre em quem confiar e de quem desconfiar). Não colou. A parte boa é que ele é fácil de ler, não é pesado. Eu até aconselharia que lessem até a metade na primeira sentada, para já estarem dentro da história antes de parar (porque é bem fácil largar antes disso, acredite). E a melhor parte é que o final do livro parece indicar que a Kyla vai estar diferente no próximo, mais determinada (ainda que talvez pela coisa errada). Mas isso me dá um pouco de medo, porque sinto que quero criar as mesmas expectativas que tive para esse livro para o segundo, e que posso me decepcionar de novo se ele for morno, parado e sem qualquer acontecimento mais determinante. Quero decisões irreversíveis, que mudem tudo, que arrisquem alguma coisa. Definitivamente quero ver o mundo distópico dela se ampliar e parecer mais complexo do que o simples controle tenso que segue ela pela vida normal (casa, escola etc).

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 46
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
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    Teri Terry

    Teri viveu na França, Canada, Australia e Inglaterra. Carreiras anteriores incluíram cientista, advogada, optometrista, e, na Inglaterra, vários trabalhos em escolas e livrarias. Terrii deixou recentemente seu trabalho com as bibliotecas, na Inglaterra, para escrever em tempo integral e concluir seu mestrado sobre a representação do terrorismo na literatura distópica.

    14 Livros
    178 Seguidores

    Teri Terry