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    Jane Eyre -

    Charlotte Brontë

    Oxford University Press
    2002
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9780194230889
    4.5
    23460 avaliações
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    Jane Eyre is alone in the world. Disliked by her aunt's family, she is sent away to school. Here she learns that a young girl, with neither money nor family to support her, can expect little from the world. She survives, but she wants more from life than simply to survive: she wants respect, and love. When she goes to work for Mr Rochester, she hopes she has found both at once. But the sound of strange laughter, late at night, behind a locked door, warns her that her troubles are only beginning.

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    Vanessa Monteiro da Silva picture
    Vanessa Monteiro da Silva29/05/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Mesmo tecendo críticas a minha amada Jane Austen, sem dúvida, com este romance, Charlotte Bronthe, conquistou-me definitivamente, pois, através de Jane Eyre pude sentir o que posso chamar de um verdadeiro deleite literário. A narrativa da sofrida e determinada preceptora, me fisgou logo nas primeiras páginas, simplesmente não conseguia largar o livro! Já conhecia a história através de uma série produzida pela BBC. Não gosto de assistir produções cinematográficas ou televisivas antes da leitura do livro, porque além de contaminar os personagens com a interpretação e imagem dos atores, provoca em mim, certo desinteresse, por não poder mais degustar a cada página, a delícia da surpresa. No entanto, com Jane Eyre não posso dizer que tive prejuízos de tal natureza. Foram 622 páginas de puro encantamento, tive por alguns dias diante dos meus olhos, uma personagem com a qual partilhei cada momento de desamparo, solidão, euforia e felicidade, as sensações de Jane pude sentir também como minhas. Contendo alguns elementos autobiográficos (a semelhança entre criadora e criação é indiscutível), Charlotte insere ainda seu posicionamento contrário a instituição que era o casamento no século XIX. Feminista, a autora defende a busca de uma independência financeira, e não a estabilização da mulher através de um bom casamento, e é este o eixo da crítica de Bronte à Austen, infelizmente Bronte não percebeu qual era o tempero indispensável à receita literária de Austen, a ironia. De vertente realista, salpicada com mistério, críticas a sociedade e ainda, o atraente elemento gótico, esta é uma obra revolucionária no contexto literário e social do seu tempo. Jane Eyre é um clássico, um livro que recomendo, e que só lamento por ser tão difícil de encontrar. Sendo assim, poucos terão o privilégio de conhecer intimamente uma personagem tão viva e sinceramente humana que me pareceu de carne e osso, uma heroína longe da perfeição, detentora de qualidades, mas que é sublimemente encantadora em seus defeitos. Sem sangue azul ou beleza que lhe aprouvesse, Jane cativa-nos, deixando o leitor de certa forma tão apaixonado quanto o seu amado Rochester.

    614 curtidas

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    • 5 estrelas58%
    • 4 estrelas31%
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    • 1 estrelas0%
    Charlotte Brontë profile picture

    Charlotte Brontë

    Charlotte Brontë foi uma das grandes romancistas da Inglaterra do século 19, a mais velha das três irmãs Brontë, cujos romances são marcos na história da literatura mundial. Nasceu em 1816, sendo a terceira filha do reverendo Patrick Brontë e de sua esposa, Maria Branwell. Seu irmão, Patrick Branwell, nasceu em 1817 e suas irmãs, Emily e Anne, em 1818 e 1820, respectivamente. Em 1820, seu pai foi nomeado como pároco de Haworth, próximo a Yorkshire, para a família se mudou; em 1821, Maria Branwell morre e deixa a criação de seus filhos sob os cuidados de sua irmã, Elizabeth Branwell. As pobres condições de vida enfrentadas pelas crianças Brontë as levaram a uma série de problemas de saúde, iniciando com a morte das duas irmãs mais velhas da família, em 1825, após terem ingressado no Clergy Daughters School. Foi este colégio que inspiraria, mais tarde, Charlotte na descrição do sinistro colégio Lowood que aparece em seu romance “Jane Eyre”. Seu ingresso na literatura iniciou-se com pequenos contos de inspiração byroniana escritos em conjuntos com seus irmãos: com Patrick, criou o reino imaginário de Angria, ao mesmo tempo que Emily e Anne criavam o reino de Gondal. Em 1842, Charlotte e Emily ingressaram em internado em Bruxelas, mas a morte de sua tia a obrigaram retornar à Inglaterra. Emily passou a cuidar da administração da casa dos Brontë e Anne tornou-se preceptora de uma família nas cercanias de York, para a mesma família na qual Patrick Branwell servia como professor particular. As experiências que Charlotte vivenciou em Bruxelas serviram para inspirá-la nas características da personagem Lucy Snow, protagonista de seu romance “Villete”, de 1853. No mesmo ano, seu irmão Patrick envolveu-se com a mulher de seu patrão e a partir deste ano passa a recorrer ao ópio e à bebida. Foi Charlotte quem incentivou as irmãs a escreverem e a publicarem seus romances, a partir de 1847, valendo-se de pseudônimos ambíguos: Charlotte publicou “Jane Eyre”, sob a alcunha de Currer Bell; Emily, publicou “O Morro dos Ventos Uivantes”, sob o nome de Ellis Bell, obtendo sucesso imediato; “Agnes Grey”, foi publicado por Anne, sob o nome de Acton Bell. Emily morreria de tuberculose, em 1848 e Anne, em 1849, um ano após publicar “A Moradora de Wildfell Hall”. Charlotte se casaria em 1854 com o assistente de seu pai, Arthur Bell Nicholls, que fora o seu quarto pretendente. Em 31 de março de 1855, grávida de seu único filho, caiu enferma e morreria de tuberculose como suas irmãs. A importância de Charlotte Brontë é significativa em um momento em que as relações sociais e econômicas da sociedade se transformavam: em uma época onde as mulheres eram consideradas apenas como um mero adorno social, Charlotte Brontë bravamente enfrentou os obstáculos da sociedade através de sua obra. Seus romances falam sobre a opressão da mulher, o que a caracterizam como uma das primeiras mulheres modernas; entretanto, classificá-la apenas como feminista seria uma má-representação de sua verdadeira condição e importância. Diferentemente das escritoras Mary Wollstonecraft e George Sand, que surgem como as primeiras defensoras da nova condição da mulher, Charlotte vale-se exclusivamente de suas obras para imprimir uma nova visão do papel da mulher. Nesse ponto, Charlotte Brontë é uma das grandes opositoras da obra de Jane Austen, por considerar que as personagens austeanas se conformavam com o papel da mulher submissa dos primeiros anos do século 19. Nesse ponto, as personagens elaboradas por Charlotte são diametralmente opostas às criadas por Jane Austen. Sua vida foi registrada através da biografia publicada por sua amiga, a escritora Elizabeth Gleghorn Gaskell. Sua produção literária, apesar de modesta, é significativa: sua primeira obra, “The Green Dwarf, A Tale of the Perfect Tense”, foi escrita em 1833; seguiu uma produção juvenília até a publicação de seu primeiro romance, “Jane Eyre”, em 1847; “Shirley” foi escrita em 1849; “Villette”, em 1853; “O Professor”, apesar de ter sido seu primeiro romance, antes mesmo de “Jane Eyre” somente foi publicado postumamente, em 1857; deixou ainda inacabado “Emma”, publicado em 1860.

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    Yorkshire, Inglaterra

    Charlotte Brontë