Limites -

    Tânia Lopes

    Associação Santa-Mariense de Letras
    2002
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    A vida é dinâmica, linda, triste, surpreendente, cheia de gente com histórias!... Algumas, grandes histórias, outras miseráveis, pequenos dramas, quase folhetins, significantes somente para quem as viveu. Contar histórias precisa ousadia. Quem sabe as armadilhas que a mente pode criar, extrapolando os limites da competência de quem escreve, ou desafiando os limites da paciência de quem ouve ou lê? Não há limites quando se envereda pelo caminho da criação? Quem o sabe? Quem sabe os caminhos que a mente desvia, ocultando sofrimentos ou exaltando mínimas vitórias? Como julgar se isso ou aquilo valeria a pena? Acaso, sem ousadia, teria ou não o mundo esse prisma colorido de vivências? Independente de tudo isso, quem escreve, na maioria das vezes, age por impulso, Vale a vontade de escrever sem compromisso, apenas mostrando as mesclas que a vida faz, conseguindo fazer alguma estória, simplesmente... Mostrar a natureza das pessoas, como elaboram seus problemas, como sobrevivem, não se prendendo ou se impondo barreiras ou as derrubando, de acordo com as necessidades... Sempre intrigante a natureza humana! Tem reações inimagináveis e surpreendentes. Por isso não é a toa que desde sempre se criaram leis para refrear seus impulsos. Mas leis nada mais são que limites necessários para a boa convivência com os diferentes modos de pensar, de viver, de interagir... E os que debocham das leis? São experiências ricas de humanidade que não podem ficar de fora. Talvez por tudo isso, ou muito mais, resolvi escrever? Quem sabe, para desafiar os ''limites'' das possibilidades literárias, que ousadamente tenho tentado? Enfim, viajar pelos meandros das vidas dos personagens criados, fuxicando aqui e ali, sendo dona de guiá-los ao bel-prazer é um exercício interessante! Ainda mais quando o ser (mal)criado desembesta, desaforado, tomando rumos diversos daqueles que se queria! É uma luta de braço, um esfolar de cotovelo, para ver quem pode mais... É um aglutinar seres diferentes, às vezes alegres, às vezes tristes, mas sempre essencialmente humanos. Afinal, é da convivência com seres semelhantes a nós e de suas vicissitudes que é feita a vida...

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