Quote Favorito:
"Descobri que ninguém pode realmente pular etapas. Mais cedo ou mais tarde, elas retornam e temos de vivê-las e superá-las, mesmo que isso seja difícil."
Até que ponto devemos confiar em alguém?
Lembro que li esse livro entre 2015 e 2016, não me recordo exatamente, mas guardei na memória o quanto era bom (leitores entenderam a referência das perdas de memória mas ter um carinho pela história hahaha), então esse ano resolvi lê-lo novamente para relembrar agora com outros olhos, e é impossível não ter os mesmos questionamentos ao terminar a leitura. Mesmo que alguns não gostaram do final, eu não achei de um todo ruim.
A história se passa na velha fazenda à beira de um lago, na pequena e bucólica cidade Colby, em Vermont, ao qual Sophie Davis — uma solteirona recatada que não tem nada a perder — decide montar a sua tão sonhada pousada. Mesmo conhecendo a trágica história que chocou toda cidade há 20 anos atrás, onde três garotas foram brutalmente assassinadas nas imediações do lago, tendo um culpado preso que por provas inconcretas é solto anos depois, ela resolveu trazer sua mãe — que até então, aparenta está com início de Alzheimer — e sua irmã adolescente em estado de rebeldia, e construir uma nova vida para elas.
No entanto, o futuro não tem os mesmos planos que Sophie. Então, quando um sujeito estranho, misterioso e atraente se muda para o chalé ao lado da antiga fazenda, próximo de inaugurar a sua pousada, as turbulências começam a aparecer em sua vida, mesmo a uma distância considerável ele a perturba de um jeito que a faz questionar tudo o que sempre acreditou, tendo sua intuição lhe dizendo que ele guarda grandes segredos e que pode se intrometer em seu sonho e mostrar-lhe algo que ela não deseja ver... Algo novo, desconhecido, perigoso, atraente. Talvez o sexo ou talvez a morte.
Um thriller viciante do começo ao fim, com descobertas, mistério, e um assassino à solta ou seria um serial killer?! Com isso, ao final da leitura ficaremos nos questionando se quem confiamos e dizemos conhecer é realmente quem achamos.