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    Os inquilinos -

    Bernard Malamud

    Artenova
    1974
    138 páginas
    4h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3
    1 avaliação
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    "Os inquilinos" traduz-se numa obra forte, um dos vários livros escritos por Bernard Malamud. É uma história vibrante, apaixonante, conflitante, traduzindo o problema, hoje em repercussão mundial, racial. Os personagens deste livro são judeus e negros, encarnados nas figuras de Harry Lesser e Willie Spearsmint. O primeiro, antigo inquilino de um prédio já abandonado por todos, trabalha no seu último andar. Está escrevendo um livro há dez anos. Quase no fim de seu trabalho, não consegue imaginar um fim apropriado para a sua obra. Willie Pearmint, negro, também escritor, indeciso entre o soul e a revolução, aloja-se no edifício para escrever seu livro. Tem uma mulher, uma moça branca, judia, atriz. É ela o ponto de atrito entre os dois homens. É ela que leva ao máximo a antipatia entre o negro e o branco, causadora da guerra que se seguiu. Guerra que destrói dez anos de trabalho, guerra que condiciona o medo, a insegurança, um clima de incerteza cada vez mais crescente. Um ambiente sombrio, o edifício abandonado, está para ser destruído. O mar batendo à praia, corredores escuros, porões abandonados, perigo de incêndios, ratos, frio, desconfiança. E nisso eleva-se a única coisa que preocupava Lesse e também Willie: o livro. Mostrando muito bem o problema racial nos Estados Unidos, este é um romance compacto, bem escrito, inteligente, talvez o melhor trabalho de Bernard Malamud."

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    Bernard Malamud

    Foi um romancista e contista americano de descendência russo-judaica. Nascido em Nova York, no bairro do Brooklyn, sua literatura é caracterizada por retratar heróis humilhados e em luta contra o próprio destino. Filho de um comerciante judeu, foi educado no Erasmus Hall High School (1928-1932). No período da Grande Depressão, trabalhou como operário para pagar os estudos. Entrou para o City College de New York (1932), onde recebeu o B.S. (1936). Entrou na Universidade de Colúmbia (1937) onde obteve o Master (1942) e tornou-se professor, especialmente de literatura, profissão que exerceu durante toda a vida, em Nova York, paralela à sua produção literária. Trabalhou em um escritório do Bureau of Census, Washington, D.C. (1940-1948), enquanto ensinava na Erasmus Hall High School. Começou a escrever (1941) e publicou seus primeiros trabalhos dois anos depois: Benefit Performance e The Place Is Different Now (1943). Casou (1945) com Ann de Chiara; de Greenwich Village, e depois ensinou na Harlem Evening High School (1948-1949) e no Oregon State College, Corvallis, Oregon (1949-1961). Depois disso ainda ensinou no Bennington College, Vt. (1961-1966 / 1968-1986), mas dedicou-se quase que exclusivamente a escrever e a viajar pela Europa, Rússia e Israel. Ganhou o National Book Award e um Prêmio Pulitzer com o romance The Fixer (1966), conhecido no Brasil como o famoso O Homem de Kiev. Seus principais romances foram The Natural (1952), The Assistant (1957), com o qual ganhou o prêmio Rosenthal daquele ano, A New Life (1961), Dubin's Lives (1979) e God's Grace (1982). à ficção curta, especialmente contos, marcada pela influência de Anton Tchékov e James Joyce, produziu as coleções The Magic Barrel (1958), com o qual venceu seu primeiro National Book Award (1963), Pictures of Fidelman (1969) e Rembrandt's Hat (1973). Morreu de ataque cardíaco, em New York, N.Y., deixando uma obra frequentemente marcada por motivos e temas judaicos.

    38 Livros
    7 Seguidores
    New York, EUA

    Bernard Malamud