Three Soldiers -

    John Dos Passos

    Penguin Classics
    1997
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9780141180274

    John Dos Passos had just returned from studying architecture in Spain when America entered World War I and - driven by the idealism that infected many young Americans (including Hemingway and e.e. cummings) - he joined up as a driver for the Ambulance Corps. His rapid and profound disillusionment forms the core of Three Soldiers, a fierce denunciation of the military and of the far-reaching social implications of its exploitation of young men. The novel focuses on three main characters: Andrews, a young composer who finally revolts against the war's deadening regimentation; Chrisfield, an Indiana farm boy who chants the words "make the world safe for democracy" to himself in a futile attempt to block out the noises and terrors of battle; and Fuselli, a clerk who clings to the dream of becoming a corporal despite the mockery of his fellow soldiers. Required to renounce their individuality and to conform with unquestioning obedience, each one, in different ways, is ineradicably scarred by the dehumanizing effects of war.

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    Ricardo da Silva Machado20/12/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Três Soldados

    "O coração das Trevas" é provavelmente o primeiro livro que vem à mente quando pensamos em literatura sobre de guerra. Não poderia deixar de ser desta forma, uma vez que a maestria de Conrad em nos guiar pela trama insana, quase Kafkesca, é indiscutível. John Dos Passos, proveniente de uma linhagem portuguesa, daí o sobrenome, foi uma figura atuante desde o início dos anos 20 até sua morte, em 1970, passando da pintura, à produção de peças de teatro e romances, e à crítica política. Neste romance, ele expõe a rotina dos soldados na primeira guerra mundial, baseado em sua própria experiência como voluntário e como motorista na França e na Itália. A descrição nua e crua de Dos passos é ao mesmo tempo chocante e risível, ainda que fria em essência. Ele relata toda a falta de lógica existente no mundo militar com detalhes que fazem qualquer um ficar bestificado com certas linhas de pensamento. Em uma carta a um amigo, anos antes, ele teria escrito: "A guerra, não importando onde fosse, consistia em tédio, escravidão a todas as idiotices militares, e um interessante tipo de tristeza, juntamente com a necessidade de calor, pão e asseio. Não era nada além de uma enorme e trágica digressão na vida das pessoas, algo que trouxe morte ao intelecto, morte à arte, morte à tudo que importava." John fala da perda de tempo que é estar na guerra sem mencionar sua posição (obviamente) contrária. É o óbvio ululante. E a importância desta obra para discussões sobre crítica anti-guerra é sine-qua-non. Passando pela voz de três soldados americanos, o romance relata a morosidade e falta de razão para toda a máquina de guerra: soldados alinhados por horas sem motivo específico, ordens dadas à esmo, ordens obedecidas sem a menor reflexão (quem precisa de um soldado que pensa?). Aliás, nas poucas vezes em que alguém tenta raciocinar sobre algo mais concreto, o resultado é inexpressivo ou desagradável. Como estudo da psique humana e toda a burrice que é lutar contra alguém, o livro é uma verdadeira obra de arte. Sua ação, quase desprovida de ação, é envolvente e curiosa. Apesar de desconhecido pelo público brasileiro, Dos Passos foi descrito por Sartre como "o maior escritor de nosso tempo."

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