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    Zuckerman Unbound -

    Philip Roth

    Knopf Doubleday
    1995
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9780679748991
    4.3
    6 avaliações
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    Favoritos1Desejados1Avaliaram6

    Now in his mid-thirties, Nathan Zuckerman, a would-be recluse despite his newfound fame as a bestselling author, ventures onto the streets of Manhattan in the final year of the turbulent sixties. Not only is he assumed by his fans to be his own fictional satyr, Gilbert Carnovsky ("Hey, you do all that stuff in that book?"), but he also finds himself the target of admonishers, advisers, and sidewalk literary critics. The recent murders of Robert Kennedy and Martin Luther King, Jr., lead an unsettled Zuckerman to wonder if "target" may be more than a figure of speech.

    Resenhas (1)Ver mais
    Paulo Henrique Alves de Sousa picture
    Paulo Henrique Alves de Sousa22/08/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Zuckerman libertado

    Livro lido 3°/Ago//40°/2018 Título: Zuckerman libertado Título original: Zuckerman unbound Autor: Philip Roth (EUA) Tradução: Alexandre Hubner Editora: @companhiadasletras Ano de lançamento: 1981 Ano desta edição: 2013 Páginas: 240 Classificação: ???????? ____________________________________________________ "Que espécie de ficção vai escrever assim? Se a vida da alta-roda com a Caesara não deu certo, que tal a da ralé? Onde foi parar a sua curiosidade? Onde está o sujeito divertido que você costumava ser? Contra quem você cometeu qual afronta passível de punição a ponto de agora ter de andar às escondidas, como um foragido da Justiça?? (Posição no Kindle 3948). . "'Terminado', pensou. Todo sentimento lírico que nutria por aquele lugar, ele despejara em Carnovsky. Assim tivera de ser - não havia onde mais despejá-lo. 'Terminado. Terminado. Terminado. Terminado. Terminado. Cumpri a minha pena'" (Posição no Kindle 5048). . "(...) e foi isso que pôs fim à coisa. Você já não é filho de homem algum, já não é marido de uma boa mulher, já não é o irmão do seu irmão e também não veio de lugar nenhum" (Posição no Kindle 5065). . Ler um autor na ordem cronológica de sua bibliografia é um deleite sem igual. Vc facilmente percebe a evolução do autor, identifica as obras de fato relevantes, se aprofunda no estilo de sua escrita. Lembro que, ainda estudante secundário, li todo os romances de Machado de Assis na ordem de publicação. Foi uma experiência ímpar em minha vida de leitor disciplinado. Machado foi mestre, certamente o maior romancista brasileiro. Uma pena que a barreira da língua tenha impedido o autor de Memórias póstumas de Brás Cubas de ser amplamente conhecido lá fora... . Diferente de Machado, a cujos primeiros romances você identifica histórias medianas (como Iaiá Garcia e Helena) e maravilhosas (Dom Casmurro, Quincas Borba), em Roth a elegância do estilo, a complexidade dos personagens e os temas espinhosos estão presentes desde Adeus, Columbus, seu primeiro livro. . Seguindo a sequência da obra de Roth, acabo de ler "Zuckerman libertado", parte da coletânea de três romances onde figuram o seu alter ego, Nathan Zuckerman, iniciada com O escritor fantasma. . Se em "O escritor fantasma" vemos um jovem aspirante a escritor que vai visitar seu ídolo literário, E. I. Lonoff, buscando orientações sobre o processo de escrita e que acaba envolvido nas brigas entre Lonoff e sua mulher, provocadas principalmente pela presença de outra jovem admiradora do escritor, em Zuckerman libertado, a ação se passa anos depois do romance anterior, quando Nathan já é um famoso escritor. Acaba de receber um importante prêmio pela obra Carnovsky (romance que causou muita polêmica por retratar com tintas nada amigáveis uma família judia e os hábitos sexuais do jovem que empresta o nome à história), o que lhe proporciona morar num belo apartamento e ter contato com celebridades. Encontra, por outro lado, os dissabores, como a confusão que sua família e alguns admiradores fazem entre a vida da personagem e a vida do próprio autor. O título é paradoxal, na medida em que Zuckerman está preso dentro da própria fama e das coisas que escreveu. . Zuckerman libertado é um romance muito melhor que O escritor fantasma. Zuckerman, como que está perdido, atado a laços emocionais controversos e posturas que não se combinam com sua atual condição de homem rico e famoso. Ali ele vive a tensão de ter de decidir qual caminho seguir. Quer conquistar o mundo, mas a personificação de seu passado o atormenta, primeiro com um fã possessivo e ameaçador que lhe incomoda e depois quando da morte de seu pai. Nesse ponto do livro, Zuckerman finalmente se dispõe a abandonar de vez esse sombrio passado que o tolhe. A "liberdade" depende da volta ao cerne, onde tudo começou, e ele vai a Newark, e, encontrar a cidade da sua infância tão mudada o faz perceber que tudo que o prendia era, na verdade, uma âncora que não existe mais. Recomendo vivamente!

    1 curtida

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    Avaliações

    4.3 / 6
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas67%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Philip Milton Roth profile picture

    Philip Milton Roth

    Foi um escritor norte-americano de origem judaica, considerado um dos maiores escritores norte-americanos da segunda metade do século XX, conhecido sobretudo pelos romances, embora também tenha escrito contos e ensaios. Sua obra é marcada por tramas intrincadas com alter-egos e vidas alternativas que exploram aspectos da identidade judaica e americana. Roth foi vencedor de diversos prêmios literários importantes, incluindo o Prêmio Pulitzer (1998), National Medal of Arts na Casa Branca (1998), a Gold Medal in Fiction (2002), a maior distinção da American Academy of Arts and Letters. Recebeu duas vezes o National Book Award e o National Book Critics Circle Award, e três vezes o prêmio PEN/Faulkner. E, em 2011, ganhou o Man Booker International Prize. Grande parte da obra de Roth explora a natureza do desejo sexual e a autocompreensão.

    67 Livros
    363 Seguidores
    Nova Jersey, EUA

    Philip Milton Roth