Dairy Queen -

    Catherine Gilbert Murdock

    Graphia
    2007
    274 páginas
    9h 8m
    ISBN-10: 0618863354

    When you don't talk, there's a lot of stuff that ends up not getting said. Harsh words indeed, from Brian Nelson of all people. But, D. J. can't help admitting, maybe he's right. When you don't talk, there's a lot of stuff that ends up not getting said. Stuff like why her best friend, Amber, isn't so friendly anymore. Or why her little brother, Curtis, never opens his mouth. Why her mom has two jobs and a big secret. Why her college-football-star brothers won't even call home. Why her dad would go ballistic if she tried out for the high school football team herself. And why Brian is so, so out of her league. When you don't talk, there's a lot of stuff that ends up not getting said. Welcome to the summer that fifteen-year-old D. J. Schwenk of Red Bend, Wisconsin, learns to talk, and ends up having an awful lot of stuff to say.

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    Leka Chrestani21/11/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Dairy Queen é literatura YA em sua melhor forma.

    Dairy Queen (em português e numa tradução livre, “Rainha dos Laticínios” ou “Rainha do Leite”) é o primeiro livro de uma série de três, composta ainda por The Off Season e Front and Center, respectivamente. Infelizmente, nenhum deles foi publicado no Brasil e, até onde sei, a série ainda não teve seus direitos adquiridos por uma editora nacional. O que, repito, é realmente uma pena. Já sabia que Dairy Queen havia sido considerado o melhor livro para jovens adultos de 2006, na premiação do respeitadíssimo ALA (America’s Library Association). O que eu não sabia quando este paperback com capa despretensiosa chegou em minhas mãos era que eu estaria lendo um dos livros que entraria para a minha lista de favoritos de todos os tempos. A estória de Dairy Queen gira, como o resumo acima deixa claro, ao redor de D.J Schwenk, no verão em que ela completa 16 anos. E nossa protagonista não está nada feliz. Para começar, seu pai machucou o quadril e, com seus irmãos mais velhos na universidade e sua mãe em dois empregos, todo o trabalho da fazenda da família sobra para D.J. E não é pouco trabalho. Com isso, D.J mal tem tempo para estudar e está praticamente reprovada em inglês, além de ter que largar os esportes que praticava no colégio por falta de tempo. Como nada é tão ruim que não possa piorar, o treinador do time rival da escola de D.J e grande amigo de seu pai envia o quarterback do time, Brian Nelson, para ajudar D.J com o trabalho da fazenda durante o verão, de modo que ele ganhe condicionamento físico. Mas D.J odeia Brian, que também odeia D.J. E isso inicia um longo verão para ambos, o qual, para desgosto mútuo, eles terão de passar na companhia um do outro. Bem, chega de resumo e vamos aos fatos: Dairy Queen é um livro, antes de tudo, sobre aprendizado, amadurecimento e auto-conhecimento; sobre descobrir quem você é quem você gostaria de ser. É leve, divertido e com interações impagáveis entre as personagens. Ao mesmo tempo, a autora soube abordar, de modo realista e sem exageros dramáticos, a dificuldade que temos em nos comunicar uns com os outros (e o impacto que isso pode ter, por exemplo, sobre a estrutura de muitas famílias), bem como questões de gênero (ou "como convenções socias retrógradas e machistas tentam dizer às mulheres o que elas deveriam estar fazendo"). Tudo isso no interior de Wisconsin e com muitas vacas no plano de fundo. Muitas mesmo. E esportes! Claro, há romance (e dos mais legais, sem gente obsessiva e situações medonhas, como ficar observando o objeto de afeição dormir sem que ele saiba). Mas não é esse o foco principal do livro, não é o que você leva dele. As personagens são realistas e seu desenvolvimento pode ser notado de modo claro e verossímil ao longo das quase 300 páginas do livro. A protagonista, D.J Schwenk é uma garota comum (mesmo, e não no estilo “sou comum, mas todos me amam e me acham linda”), nem exatamente bonita ou inteligente e com dificuldade em se comunicar, mas muito boa em esportes e que sabe trabalhar duro. Por outro lado, Brian Nelson é um garoto rico, mimado e preguiçoso, mas com boas habilidades de comunicação e que, na verdade, precisa de apenas um empurrão para começar a trabalhar duro. E por serem de certo modo o oposto um do outro, as interações entre ambos rendem as melhores cenas do livro. Enfim, Dairy Queen é um daqueles livros que você lê numa sentada e termina com um sorriso bobo no rosto. Catherine Murdock escreve maravilhosamente bem e me fez elevar, mais uma vez, meu patamar para os livros do gênero (embora, tecnicamente, YA não seja um gênero, mas enfim).

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