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    Onde Está a Felicidade? -

    Camilo Castelo Branco

    Casa de Cruz Coutinho
    1864
    287 páginas
    9h 34m
    ISBN-1: 0
    Português
    4.6
    8 avaliações
    Leram19Lendo4Querem20Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados20Avaliaram8

    "Onde Está a Felicidade?" representa, por vários motivos, um marco singular na obra camiliana. Os críticos que mais se têm dedicado ao seu estudo têm-na considerado não só como um ponto de viragem na produção romanesca do autor, mas também como uma significativa agitação no marasmo em que se encontrava a ficção nacional de meados de Oitocentos, apontando nessas duas dimensões para uma maior naturalidade do estilo. Naquele que é considerado o seu primeiro grande romance, Camilo conta a história da busca da felicidade por parte de dois amantes: Guilherme do Amaral, um jovem fidalgo, e Augusta, uma costureira da cidade do Porto. O romance serve como retrato fiel da sociedade da época, caracterizada pela indissociável relação entre amor e dinheiro e a importância deste último como forma de assegurar um determinado estatuto social.

    Edições (3)

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    Resenhas (2)Ver mais
    Tiago Vinhoza picture
    Tiago Vinhoza20/06/2024Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Surpreendeu positivamente

    Um livro muito bom e com personagens marcantes. Temos dois protagonistas que podemos considerar antípodas da sociedade da época: Guilherme do Amaral, fidalgo de família abastada da Beira Alta, leitor de romances, frequentador da alta sociedade de Lisboa e do Porto e Augusta, uma jovem costureira, sem instrução, moradora numa casa simples na Rua dos Arménios em Miragaia. É uma história que se passa no Porto do século XIX e tem duas fases distintas. Os primeira fase ocorre durante as invasões Napoleônicas e a segunda fase, que é o grosso da história, ocorre nos fim da década de 40 do século XIX. É nesta segunda fase que temos o encontro fortuito entre Guilherme e Augusta, que se tornarão amantes em busta da felicidade. Neste ponto percebemos uma cisão entre o que se considera felicidade para um e para o outro. Também vamos observar como a sociedade da época reage a uma relação como a de Guilherme e Augusta. Temos, além do romantismo trágico de Camilo, com muito drama e lágrimas, uma crítica social muito forte e irônica. O personagem jornalista/poeta rouba a cena na história com as suas tiradas e reflexões. O próprio narrador da história também é outro fator que cativa o leitor. Como sempre, Camilo também enriquece o nosso vocabulário. Várias consultas ao dicionário foram necessárias ao longo da leitura. O livro merece entre 4 e 4,5 estrelas pois é o típico caso de uma história em "V". Começa muito boa, torna-se um pouco aborrecida a meio e termina de forma espetacular.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.6 / 8
    • 5 estrelas63%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Camilo Castelo Branco

    Camilo Castelo Branco, primeiro visconde de Correia Botelho, nasceu em Lisboa, no Largo do Carmo, a 16 de Março de 1825. Era filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, nascido na casa dos Correia Botelho em 1778, que teve uma vida errante entre Vila Real, Viseu e Lisboa, tomando-se de amores por Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, com quem não casou, mas de quem teve os seus dois filhos. Camilo tenta então o curso de Medicina no Porto que não conclui, optando depois por Direito. A partir de 1848 faz uma vida de boémia repleta de paixões. Em 1885 é-lhe concedido o título de visconde de Correia Botelho. Depois da consulta a um oftalmologista que lhe confirmara a gravidade do seu estado, em desespero desfere um tiro de revólver na têmpora direita, às 15h15 de 1 de Junho de 1890,

    197 Livros
    127 Seguidores
    Lisboa, Portugal

    Camilo Castelo Branco