Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições111
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas23597
    • Leitores294665
    • Similares39

    A Metamorfose - Die Verwandlung

    Franz Kafka

    Civilização Brasileira
    1956
    109 páginas
    3h 38m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    130723 avaliações
    Leram220963Lendo11451Querem59263Relendo406Abandonos2582Resenhas23597
    Favoritos2Desejados59263Avaliaram130723

    A Metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. O texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.

    Edições (111)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (39)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (23597)Ver mais
    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira07/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha de Metamorfose

    “Caixeiro-viajante”, esse é o nome dado ao profissional responsável por vender os produtos em locais diversos de onde são realmente produzidos. No passado, quando ainda longe de uma tecnologia de transporte extremamente eficaz e rápida, esses trabalhadores tinham uma importante função para as indústrias e empresas ao espalhar o produto por geografias distantes. Nesse contexto, em Metamorfose, de Franz Kafka, acompanhamos a virada de situação de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante, quando, em um dia aleatório, ele acorda com o corpo alterado para o de um pegajoso inseto. Apesar de ser escrito em 1912, o livro fora publicado em 1915, apenas nove anos antes da morte por tuberculose de seu autor. Com cerca de 70 páginas e apenas um ambiente, a fama da obra certamente não é proporcional ao seu tamanho, afinal, é considerada como um dos maiores clássicos do século XX. Quando Gregor é transformado em algo parecido com uma barata, acaba perdendo o seu emprego o qual era diretamente responsável por manter a estabilidade econômica da família Samsa (nota-se que esse é justamente o foco, no livro, as pessoas dão muito mais atenção ao fato da perda do trabalho do que para a metamorfose em si). A partir disso, o narrador em terceira pessoa passa a descrever como os parentes e o pobre homem lidarão com sua transformação inesperada e com as consequências de não terem mais alguém para ajuda-los em seu sustento. Antes de iniciar a obra, talvez seja fundamental ter-se a noção de que as literaturas de Kafka quase sempre abordam problemas da sociedade através de analogias e circunstâncias oníricas, com tons de realismo e fantástico. Nesse conto não é diferente. A metamorfose do protagonista é descrita de uma forma perturbadoramente lógica e representa sua ida de empregado para desempregado, incapaz de gerar dinheiro e de como isso afeta, tanto a própria mente quanto a das pessoas ao nosso redor. Pois como é percebido, não é apenas Gregor o transformado, mas toda a sua família começa a ter seu caráter desfigurado. Assim, o autor é bem sucedido em retirar qualquer resquício de felicidade de sua trama. Há uma dura e melancólica exposição da humilhação a qual cresce conforme as páginas, percebemos o amor modificando-se para amargura, abandono e raiva. Cabe aqui ressaltar, trata-se muito mais de uma história criada para ser crítica do que uma história a qual tornou-se uma crítica. Dessa forma, não temos grande profundidade nos personagens e ambientes, há apenas uma explosão de ocorridos narrados para embasar a visão kafkiana de uma sociedade enclausurante, colocando o leitor como expectador e não personagem em si. Como consequência, não é gerado apego aos indivíduos e quem sabe sequer empatia sincera o que pode trazer uma sensação de falta de intimidade narrativa. Talvez, se a obra tivesse algumas páginas a mais, eu não teria me agradado nem um pouco e passaria a ter um sentimento estafante por conta de tal característica somada à incomoda situação tão friamente exposta. Apesar disso, por seu diminuto tamanho e forma fluída de ser desenvolvido, o livro consegue cumprir o seu papel e prender até o fim pelo fator curiosidade enquanto expõe uma visão dolorosa de como nos comportamos em certas condições, quando a sociedade insiste em rebaixar alguém à posição de mero parasita. Metamorfose é um tanto quanto cru, mas igualmente instigante e com uma ótima capacidade de explorar várias possíveis interpretações. Por isso, em face de seu autor ser importante para o cenário literário e proporcionar um pensamento tão diverso capaz de gerar bons debates sobre o tema, o livro ainda é uma ótima peça para se ter em sua estante e eventualmente ser relido em momentos diferentes da vida para boas novas ponderações. Para mais resenhas, acesse: aprendilendo.com.br

    2359 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 130723
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%