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    A Quinta das Virtudes -

    Mário Cláudio

    Record
    1999
    397 páginas
    13h 14m
    ISBN-10: 8501056278
    Português
    4.7
    3 avaliações
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    A QUINTA DAS VIRTUDES é um romance centrado na crônica de uma casa do Porto, retratando a vida portuguesa e portuense entre 1757, data da fundação da casa, e 1853, data da morte da rainha D. Maria II. Este período, surpreendido no espírito das épocas e dos lugares, corresponde a um das fases mais interessantes da evolução do País, ilustrada por episódios históricos e fenômenos coletivos, como as invasões francesas, as lutas liberais, o comércio do vinho do Porto, a ascensão do capitalismo, a revolta da Maria da Fonte e os primeiros passos da industrialização. Baseado em dados documentais e em tradições familiares, Mário Cláudio faz reviver uma plêiade de personagens reais, coloridas pela imaginação, movendo-se no palco dos seus amores e dos seus negócios, das suas vitórias e das suas frustrações. É de uma visita ao passado que trata, numa sucessão de atmosferas marcadas por olhares e por aromas, pela pequena eternidade e pela fugacidade da vida. No estrito sentido de uma classificação bibliográfica, QUINTA DAS VIRTUDES poderia se enfileirar entre os romances históricos, crônicas de época que redescobrem o passado pelo olhar da ficção. O romance, porém, não se resume ao compromisso com a exatidão e com o ritmo ficcional, e expande-se pelo território das metáforas ao condensar nas estruturas da casa senhorial simbólicas mudanças e corrosões que vão moldando a sociedade portuguesa. Ao fazer as associações, o texto mergulha com profundidade no inconsciente nacional português, na procura de uma identidade para a nação. Ernesto Sampaio, do Diário de Lisboa resumiu em seu comentário as qualidades de QUINTA DAS VIRTUDES: "Nós, pelo nosso lado, ainda deslumbrados com o livro, lido de um folêgo, apenas acrescentamos que o texto de Mário Cláudio é um momento poético alto e raro." Ficcionista, poeta e ensaísta, Mário Cláudio, pseudônimo de Rui Manuel Pinto Barbot Costa, nasceu no Porto em 1941. Freqüentou o curso de Direito em Lisboa, terminando-o na Universidade de Coimbra. Graduou-se em Master of Arts na Universidade de Londres. É professor da escola Superior de Jornalismo do Porto.

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    Rui Manuel Pinto Barbot Costa profile picture

    Rui Manuel Pinto Barbot Costa

    Escritor português, de nome verdadeiro Rui Manuel Pinto Barbot Costa, nascido a 6 de novembro de 1941, no Porto. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, onde se diplomou também como bibliotecário-arquivista, e master of Arts em biblioteconomia e Ciências Documentais pelo University College de Londres, revelou-se como poeta com o volume Ciclo de Cypris (1969). Tradutor de autores como William Beckford, Odysseus Elytis, Nikos Gatsos e Virginia Woolf, foi, porém, como ficcionista que mais se afirmou. Publicou com o nome próprio, uma vez que "Mário Cláudio" é pseudónimo, um Estudo do Analfabetismo em Portugal, obra que reúne a sua tese de mestrado e uma comunicação apresentada no 6.° Encontro de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas Portugueses, em 1978. Colaborador em várias publicações periódicas, como Loreto 13, Colóquio/Letras, Diário de Lisboa, Vértice, Jornal de Letras Artes e Ideias, O Jornal, entre outros, foi considerado pela crítica, desde a publicação de obras como Um Verão Assim, um autor para quem o verso e a prosa constituem modalidades intercambiáveis, detendo características comuns como a opacidade, a musicalidade e a rutura sintática, subvertendo a linearidade da leitura por uma escrita construída como "labirinto em espiral". A obra de Mário Cláudio apresenta uma faceta de investigador e de bibliófilo que, encontrando continuidade na sua atividade profissional, inscreve eruditamente cada um dos livros numa herança cultural e literária, portuguesa ou universal. Dir-se-ia que a sua escrita, seja romanesca, seja em coletâneas de pequenas narrativas (Itinerários, 1993), funciona como um espelho que devolve a cada período a sua imagem, perspetivada através de um rosto ou de um local, em que o próprio autor se reflete, e isto sem a preocupação de qualquer tipo de realismo, mas num todo difuso e compósito, capaz de evocar o sentido ou o tom de uma época que concorre ainda para formar a época presente. Mário Cláudio recebeu, em 1985, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores por Amadeo (1984), o primeiro romance de um conjunto posteriormente intitulado Trilogia da Mão (1993), em 2001 recebeu o prémio novela da mesma associação pelo livro A Cidade no Bolso e, em dezembro de 2004, foi distinguido com o Prémio Pessoa. Para além das obras já mencionadas, são também da sua autoria Guilhermina (1986), A Quinta das Virtudes, (1991), Tocata para Dois Clarins (1992), O Pórtico da Glória (1997), Peregrinação de Barnabé das Índias (1998), Ursamaior (2000), Orion (2003), Amadeu (2003), Gémeos (2004) e Triunfo do Amor Português (2004). O autor tem também trabalhos publicados na área da poesia (como Ciclo de Cypris, 1969, Terra Sigillata, de 1982, e Dois Equinócios, de 1996), dos ensaios (Para o Estudo do Alfabetismo e da Relutância à Leitura em Portugal, de 1979, entre outros), do teatro (por exemplo, O Estranho Caso do Trapezista Azul, de 1999) e da literatura juvenil (A Bruxa, o Poeta e o Anjo, de 1996).

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    Rui Manuel Pinto Barbot Costa